Cidades

MPGO condena 17 integrantes de organização criminosa especializada em golpes on-line

O Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do CyberGaeco, obteve a condenação de 17 integrantes de uma organização criminosa especializada em golpes cibernéticos. A Justiça sentenciou o grupo por crimes de organização criminosa, fraude eletrônica e lavagem de capitais. O líder do esquema, Wanderson Barbosa da Silva, recebeu a maior pena: 106 anos e 9 meses de prisão. A decisão partiu da 2ª Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais de Goiás.

Além disso, a investigação mostrou que o grupo atuava de forma estruturada e recorrente, principalmente por meio do aplicativo WhatsApp. Os criminosos se passavam por pessoas conhecidas das vítimas para induzi-las ao erro, com foco especial em idosos, alguns com mais de 70 anos. Como resultado, milhares de pessoas sofreram prejuízos financeiros ao longo dos anos de atuação da quadrilha.

Operação Darkholme revelou esquema milionário e atuação em larga escala

A Operação Darkholme, deflagrada em julho de 2024 em parceria com a Polícia Militar, desarticulou o esquema criminoso. Durante as apurações, os investigadores identificaram que apenas um dos envolvidos movimentou mais de R$ 3 milhões. A análise de aparelhos apreendidos revelou que um único celular operou com 67 chips de DDDs diferentes em menos de 40 dias.

Na sequência, as autoridades constataram que a organização realizou milhares de contatos telefônicos para aplicar golpes. Em apenas um aparelho, os peritos encontraram mais de 77 mil contatos de possíveis vítimas espalhadas por todo o Brasil. O grupo mantinha uma verdadeira “grade de alvos”, com fotos, dados pessoais e informações de familiares, o que facilitava a fraude e aumentava a taxa de sucesso dos crimes.

Diante da gravidade dos fatos, a Justiça determinou que os condenados paguem, de forma solidária, R$ 5 milhões por danos morais coletivos, além da reparação individual às vítimas. O juízo também decretou o confisco de bens móveis, imóveis, veículos, valores em dinheiro e dispositivos eletrônicos utilizados no esquema. Após o trânsito em julgado, os recursos apreendidos serão destinados ao ressarcimento das vítimas.

Por fim, o CyberGaeco reforçou o alerta à população para redobrar os cuidados com contatos feitos por números desconhecidos nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Segundo o órgão, mesmo quando a abordagem aparenta vir de alguém conhecido, é fundamental confirmar a identidade antes de qualquer transferência ou compartilhamento de dados pessoais.

(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)

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