Cidades

Operação prende seis suspeitos de clonar sites e perfis de pousadas para aplicar golpes em Pirenópolis

Grupo movimentava cerca de R$ 20 mil por dia com estelionatos virtuais e teria ligação com facção criminosa

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu seis pessoas na manhã desta terça-feira (16) suspeitas de integrar um esquema criminoso para aplicar golpes em turistas que buscavam hospedagem em Pirenópolis.

Os policiais cumpriram mandados de prisão em Goiânia (GO), Belém (PA) e Taboão da Serra (SP). As investigações apontam que o grupo movimentava cerca de R$ 20 mil por dia com estelionatos virtuais. Segundo a PCDF, alguns dos investigados mantêm ligação com a facção criminosa PCC e teriam movimentado aproximadamente R$ 13 milhões em dois anos.

Batizada de Operação Sem Reversas, a ação representa a terceira fase das investigações que miram golpes envolvendo falsos anúncios de pousadas em Pirenópolis. A polícia apurou que os suspeitos induziam as vítimas a realizar pagamentos por hospedagens inexistentes, utilizando uma estrutura organizada, com divisão clara de funções entre os integrantes do esquema.

De acordo com a PCDF, o grupo transferia os valores obtidos com os golpes para contas de terceiros e, posteriormente, realizava a lavagem do dinheiro em casas de câmbio no Paraguai ou por meio de criptomoedas, o que dificultava o rastreamento financeiro.

Esta é a terceira operação deflagrada contra o grupo. Em março deste ano, a segunda fase da investigação resultou no cumprimento de oito mandados de prisão em Goiânia. Já a primeira ação, denominada Operação Pireneus, ocorreu em novembro de 2024 e levou à prisão de três pessoas, que atualmente respondem a ações penais pelos crimes de estelionato e organização criminosa.

Modus operandi

As investigações revelaram que os criminosos utilizavam principalmente o Instagram para divulgar ofertas de hospedagem com preços atrativos. Após o primeiro contato, eles conduziam as negociações pelo WhatsApp, onde se passavam por proprietários ou responsáveis legais das pousadas.

Durante as conversas, os suspeitos apresentavam contratos falsos com timbres e logomarcas das pousadas verdadeiras para conferir aparência de legitimidade às negociações. As vítimas realizavam pagamentos via PIX e, logo após a transferência, os criminosos as bloqueavam nos aplicativos de mensagens.

Em muitos casos, os turistas só descobriam o golpe ao chegarem em Pirenópolis e constatarem que não havia qualquer reserva em seus nomes. A polícia identificou ainda o uso de múltiplos perfis falsos no Instagram, diversas contas bancárias e diferentes chaves PIX, o que evidencia o caráter estruturado e hierarquizado da organização criminosa.

(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)

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