Cidades

Genro é condenado a mais de 17 anos por matar sogro a tiros dentro de farmácia em Goiânia

Justiça condena Felipe Gabriel Jardim Gonçalves por homicídio qualificado; defesa anuncia recurso por nulidade do júri e pede redução da pena

A Justiça condenou Felipe Gabriel Jardim Gonçalves a 17 anos e quatro meses de prisão por matar o sogro, João do Rosário Leão, a tiros dentro de uma farmácia no Setor Bueno, em Goiânia. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira e responsabilizou o réu por homicídio qualificado. O conselho de sentença absolveu Felipe da acusação de porte ilegal de arma de fogo.

O crime aconteceu em 27 de junho de 2022. Segundo a denúncia, Felipe matou o sogro após conflitos familiares e o fim do relacionamento com a filha da vítima. João do Rosário Leão, de 63 anos, trabalhava na farmácia no momento do ataque. Equipes de socorro atenderam a vítima, mas ela não resistiu aos ferimentos.

Câmeras de monitoramento da farmácia registraram o momento em que Felipe entrou no local e efetuou os disparos contra o sogro. As imagens integraram o conjunto de provas analisadas durante o julgamento pelo Tribunal do Júri.

O júri ocorreu após o cancelamento da última sessão, em outubro do ano passado, quando uma jurada passou mal durante os debates no plenário. Com a retomada do julgamento, os jurados decidiram pela condenação por homicídio qualificado.

Defesa anuncia recurso e questiona condução do júri

A defesa de Felipe informou que vai recorrer da decisão. O advogado Allan Hahnemann afirmou que pretende pedir a nulidade do júri, alegando violação à imparcialidade do magistrado que presidiu a sessão. Segundo ele, o juiz teria interrompido depoimentos e constrangido testemunhas da defesa durante o julgamento.

Outro ponto levantado pela defesa envolve a semi-imputabilidade de Felipe. De acordo com o advogado, laudos indicariam que o réu não tinha plena capacidade de compreender a ilicitude de seus atos no momento do crime, em razão de transtornos mentais. A defesa também informou que vai pedir a redução da pena, por considerá-la desproporcional.

Durante o processo, a defesa sustentou que Felipe sofreu um surto psicótico e que se sentia ameaçado pela família da ex-companheira. No entanto, o laudo produzido no âmbito da Justiça concluiu que ele era plenamente responsável por seus atos quando cometeu o crime.

A defesa alegou ainda que o réu acreditava que o sogro teria registrado uma ocorrência policial contra ele com a intenção de prejudicá-lo. O boletim de ocorrência foi feito após Felipe, dias antes do crime, ter ido à casa da vítima armado e efetuado disparos para o alto.

(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)

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