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Polícia confirma bala na cabeça de corretora e avança na investigação do crime em Caldas Novas

A Polícia Civil de Goiás confirmou que um disparo de arma de fogo atingiu a cabeça da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, e causou a morte dela. A informação teve sua divulgação em reportagem exibida neste domingo (1º) no programa Fantástico, da TV Globo, e reforça a investigação de homicídio. O corpo da vítima estava em uma área de mata em Caldas Novas, 43 dias depois do desaparecimento, em avançado estado de decomposição.

Para esclarecer as circunstâncias do crime, investigadores realizaram uma reconstituição no Condomínio Amethist Tower, onde Daiane morava e mantinha conflitos com o síndico. Durante a ação, equipes refizeram os últimos passos da corretora e buscaram vestígios que indicassem onde o assassinato ocorreu. Além disso, peritos analisaram o chão do prédio e o carro do síndico em busca de marcas de sangue, embora a polícia ainda não tenha divulgado os resultados dessas análises.

Celular no esgoto e arma desaparecida aumentam mistério

Outro ponto que chamou a atenção da investigação foi a localização do celular da vítima. A polícia encontrou o aparelho dentro da tubulação de esgoto da garagem do condomínio, sem registrar qualquer sinal desde o dia do desaparecimento. Familiares apontam que não houve movimentações bancárias em nome de Daiane após 17 de dezembro.

Enquanto isso, a arma usada no assassinato segue desaparecida, o que dificulta a reconstituição completa dos fatos. Em depoimento, o síndico Cléber Rosa de Oliveira afirmou que jogou o revólver no rio Corumbá após o crime. A ausência da arma aumenta as dúvidas sobre o local exato do disparo e o caminho percorrido até o descarte do corpo.

Atualmente, Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele, Maicon Douglas de Oliveira, permanecem presos, suspeitos de envolvimento direto no homicídio. Daiane administrava seis apartamentos da família no condomínio e acumulava desentendimentos com o síndico desde 2024, incluindo 12 processos judiciais e uma denúncia do Ministério Público por perseguição. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso.

(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)

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