Monitora de CMEI é afastada e demitida após agredir criança de 5 anos em Ouvidor
Câmeras de segurança flagraram agressão ocorrida em 2024; Polícia Civil registrou TCO por maus-tratos
A Prefeitura de Ouvidor afastou e demitiu uma monitora de um CMEI após câmeras de segurança registrarem uma agressão contra uma criança de 5 anos. A família da aluna teve acesso às imagens e registrou a ocorrência em 29 de janeiro. Segundo a Polícia Civil, o episódio aconteceu em 2024. As autoridades não divulgaram a identidade da funcionária.
As imagens gravadas dentro da unidade escolar mostram a monitora chacoalhando e segurando a criança com força. Em depoimento, a servidora negou a agressão e afirmou que apenas repreendeu a aluna após a criança cuspir nela. A funcionária atuou no CMEI por cerca de três anos e a Secretaria Municipal de Educação a desligou do cargo no mesmo dia em que tomou conhecimento do vídeo.
O prefeito de Ouvidor, Cébio Nascimento (Podemos), informou que a secretária municipal de Educação, Shirley Helena de Almeida, comunicou oficialmente o caso à administração. Segundo ele, a prefeitura adotou medidas imediatas para preservar a criança e garantir a apuração dos fatos. A secretária reforçou que a conduta da monitora viola os princípios da rede municipal e afirmou que a pasta não tolera qualquer forma de violência contra alunos.
Conselho Tutelar acompanha caso e aciona Ministério Público
O Conselho Tutelar de Ouvidor tomou conhecimento do caso após uma denúncia registrada no Disque 100. A presidente do órgão, Líria Cristina Silva, informou que o Conselho acionou a direção do CMEI, que comunicou a gestão municipal. As autoridades encaminharam o caso ao Ministério Público e ao Juizado da Infância e da Adolescência para acompanhamento.
A Polícia Civil lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por maus-tratos e enviou o procedimento ao Judiciário, que dará sequência às providências legais. A Secretaria Municipal de Educação afirmou que trata o episódio como um fato isolado, destacou a importância das câmeras de monitoramento para a segurança da comunidade escolar e informou que presta apoio à família da criança enquanto acompanha os desdobramentos do caso.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






