Goiana suspeita de lavar R$ 3 milhões para facção passa a integrar lista de mais procurados do RJ
A goiana Paolla Bastos Neiva, de 27 anos, conhecida como “Musa do Crime”, entrou para a lista dos criminosos mais procurados da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com a investigação, ela participa diretamente da movimentação de cerca de R$ 3 milhões em contas bancárias associadas a uma facção criminosa, atuando em parceria com o marido.
Conforme apuram os investigadores, Paolla estaria escondida na Rocinha, onde recebe proteção de integrantes da organização. Ao mesmo tempo, a polícia sustenta que ela comanda, à distância, operações de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas ligadas ao Comando Vermelho com ramificações em Goiás.
A Justiça expediu dois mandados de prisão contra Paolla em 2024. As ordens partiram do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso e se referem a um duplo homicídio. Segundo o inquérito, ela e o companheiro executaram os crimes em Mato Grosso durante um confronto entre facções rivais.
Outros procurados
O marido dela, Valter Esteves de Bessa Júnior, de 35 anos, conhecido como “Quebra-Caixote”, também figura entre os mais procurados. Contra ele pesam quatro mandados de prisão. A Justiça de Mato Grosso determinou a prisão por homicídio. Além disso, a Vara de Execuções Penais de Goiânia decretou nova ordem após condenação de três anos por tráfico de drogas. Já a 2ª e a 4ª Vara Criminal dos Crimes Dolosos contra a Vida do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás expediram outros dois mandados, também por homicídio. A polícia afirma que ele integra o Comando Vermelho.
Outro alvo das buscas é Breno Cesário de Oliveira Mendes, de 28 anos, conhecido como “Satan”. Ele fugiu do sistema prisional de Goiás em maio de 2024, quando recebeu o benefício da saída temporária e rompeu a tornozeleira eletrônica. Desde então, permanece foragido.
A Polícia Civil aponta Breno como suspeito de participação em roubos e homicídios no Vale do São Patrício, em Goiás. Contra ele há dois mandados de prisão: um por tráfico de drogas, expedido pela 1ª Vara especializada em organizações criminosas do TJGO, e outro da 2ª Vara de Execução Penal do TJGO, referente a condenação definitiva de cinco anos em regime fechado por roubo.
(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)






