Agiota é preso suspeito de extorquir vítima com ameaças e exibição de armas em Luziânia
Suspeito fazia chamadas de vídeo exibindo armas e chegou a gravar vídeos em frente à casa da vítima
Nesta sexta-feira (12), a Polícia Civil prendeu um homem em flagrante suspeito de praticar extorsão mediante ameaças em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. O investigado acabou sendo identificado como Wahlakison Lucas Mendes Caixeta de 27 anos. Ele seria um agiota e teria intimidado uma vítima para cobrar supostas dívidas inexistentes. Conforme a corporação, ele utilizava ameaças constantes e monitorava a rotina da vítima e de familiares para exigir pagamentos.
De acordo com as investigações conduzidas pelo Grupo Especial de Investigação Criminal, o suspeito realizava chamadas de vídeo exibindo armas de fogo com o objetivo de intimidar a vítima. Em outras ocasiões, também enviava gravações feitas em frente à casa dela, mostrando que conhecia o endereço e acompanhava seus deslocamentos.
Ameaças e monitoramento da vítima
Conforme apuração da corporação, o homem ainda chegou a abordar a vítima em via pública. Assim como fez ameaças de morte para pressionar pelo pagamento dos valores. Durante buscas na casa do agiota, no bairro Jardim Jockey Clube, os policiais encontraram objetos usados para intimidação e diversos bens considerados incompatíveis com a renda declarada.
Entre os itens apreendidos estão um simulacro de pistola do tipo airsoft, um soco inglês e uma máquina de choque. Além disso, os agentes também encontraram eletrodomésticos e eletrônicos de alto valor. Como televisores de última geração, geladeira de inox de três portas, fornos de embutir e uma motocicleta branca.
Histórico criminal
Segundo a PC, Wahlakison possui condenação definitiva por roubo e estava em regime aberto no momento da prisão. Diante da reincidência, o delegado responsável representou pela prisão preventiva. A Justiça deve decidir se ele continuará preso enquanto as investigações seguem.
A corporação informou que divulgou o nome e a imagem do suspeito para identificar outras possíveis vítimas do agiota que ainda não tenham registrado ocorrência por medo das ameaças.
(A estudante de jornalismo Letícia Marques é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






