PF deflagra operações contra tráfico internacional de drogas em Goiás e outros quatro estados
Corporação cumpre 22 mandados de prisão e 67 de busca e apreensão; Justiça bloqueia R$ 98 milhões em bens de investigados
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), duas operações para desarticular organizações criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro. Cerca de 200 policiais federais participam da ação, que cumpre 22 mandados de prisão e 67 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo, Amazonas, Minas Gerais e Maranhão.
Segundo a PF, os grupos investigados atuavam principalmente nas cidades mineiras de Uberlândia e Ituiutaba. A Justiça também autorizou a apreensão de 114 veículos avaliados em aproximadamente R$ 6 milhões, além do sequestro de R$ 92 milhões em bens e valores. O total bloqueado chega a R$ 98 milhões.
Operação Rota Andina
A Operação Rota Andina cumpre 29 mandados de busca e apreensão e 18 mandados de prisão preventiva em oito cidades incluindo Goiânia (GO).
As investigações começaram após um flagrante registrado em abril de 2025, quando agentes apreenderam 470 quilos de cocaína transportados em uma aeronave no município de Santa Rita do Araguaia, em Goiás.
De acordo com a Polícia Federal, a organização criminosa utilizava uma logística aérea sofisticada, com pistas clandestinas e comunicação via satélite para evitar fiscalizações. O grupo também estruturava um esquema financeiro com empresas de fachada para adquirir aeronaves, veículos de luxo e ocultar a origem ilícita do dinheiro.
Operação Paper Stone
A Polícia Federal também deflagrou a Operação Paper Stone nas cidades mineiras de Uberlândia e Ituiutaba. A ação cumpre 12 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão.
A operação é um desdobramento da Operação Anthill, de novembro de 2024, que identificou uma organização criminosa envolvida em tráfico drogas e lavagem de dinheiro.
Nesta nova fase, os investigadores identificaram mecanismos sofisticados de ocultação de valores ilícitos, incluindo o uso de empresas de fachada e pessoas interpostas para dar aparência legal aos recursos obtidos com atividades criminosas, principalmente em Ituiutaba.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






