Cidades

Suspeito de matar estudante de veterinária já foi acusado de emboscada e morte a pedradas em Goiás

Walison Ascanio Tito, de 31 anos, foi denunciado em 2018 por latrocínio e ocultação de cadáver, mas o processo acabou arquivado por falta de provas em 2025.

Novas informações sobre o histórico criminal de Walison Ascanio Tito, de 31 anos, preso na última quarta-feira (13) sob a acusação de assassinar o estudante de veterinária Luciano Milo de Carvalho, revelam que o suspeito já havia respondido por outro crime de extrema violência no passado. Em 2018, Walison foi detido sob a acusação de armar uma emboscada, matar um jovem a pedradas e esconder o corpo no porta-malas de um carro.

Apesar da gravidade da denúncia anterior, o processo foi arquivado recentemente por fragilidade de provas, o que permitiu que o suspeito respondesse em liberdade até ser apontado como autor do novo homicídio na capital.

De acordo com os arquivos do Ministério Público de Goiás (MPGO), o primeiro caso ocorreu há oito anos na região de Anápolis. A acusação sustentava que Walison e outros dois comparsas armaram uma armadilha contra Lucas Rafael Silva de Castro. O objetivo do trio era roubar o veículo da vítima, um Honda Civic.

Na ocasião, Lucas foi brutalmente assassinado a facadas e pedradas. Após a execução, o grupo ocultou o cadáver no porta-malas do próprio automóvel e o abandonou em uma área isolada na zona rural de Petrolina de Goiás.

Sem pendências judiciais pelo crime de 2018, Walison circulava livremente até o último domingo (10), data em que o estudante Luciano Milo de Carvalho foi encontrado morto, asfixiado com cabos de celular em seu apartamento, em Goiânia.

Após romper a tornozeleira eletrônica que usava por outro processo e tentar fugir, Walison foi capturado por policiais militares no terminal rodoviário de Trindade. Com a nova prisão e a confissão do furto e da morte do universitário, o histórico do suspeito deve ser anexado ao novo inquérito conduzido pela Polícia Civil.

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