Cidades

Mãe denuncia agressão contra filho de 3 anos dentro de CMEI

Família afirma que criança ficou com marcas no pescoço; caso é investigado pela DPCA e servidora foi afastada pela SME

Uma mãe denunciou uma suposta agressão contra o filho de 3 anos dentro do CMEI Hugo de Moraes, em Goiânia, após a criança aparecer com marcas no pescoço. O caso chegou à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, que investiga a denúncia.

Segundo a família, o menino relatou que uma servidora da unidade o puxava quando ele deixava o lençol cair no chão. Diante das marcas e do relato da criança, a mãe procurou atendimento médico e registrou boletim de ocorrência.

Além disso, a denúncia ganhou repercussão depois que a mãe, Sara Lalesca, cobrou acesso às imagens das câmeras internas do CMEI. Ela afirma que as gravações podem ajudar a esclarecer o que aconteceu dentro da unidade escolar.

Após o caso vir à tona, a Secretaria Municipal de Educação informou que afastou a auxiliar de atividades educativas citada na denúncia. A pasta também abriu uma sindicância para apurar os fatos administrativamente.

Secretaria afasta servidora e abre apuração

Em nota, a SME afirmou que ouviu a mãe da criança e a servidora mencionada no caso. “A Secretaria aguarda a conclusão das investigações pelas autoridades competentes e se coloca à disposição para colaborar integralmente com a apuração”, informou.

Apesar da medida, Sara afirma que ainda tenta obter as gravações das câmeras de monitoramento da unidade. Segundo ela, a direção do CMEI não liberou o material, mesmo após a família pedir acesso às imagens.

Nas redes sociais, a mãe relatou a situação e cobrou providências. “Meu filho foi agredido dentro do CMEI. A diretoria trancou o DVR e se recusou a me entregar as imagens das câmeras”, afirmou nas redes sociais.

A mulher também disse que encontrou dificuldade ao procurar a Polícia Civil para pedir a preservação urgente das gravações. Para a família, as imagens podem ser decisivas na investigação da suposta agressão.

Família cobra acesso às câmeras do CMEI

Segundo Sara, o delegado responsável informou que não solicitaria as imagens enquanto o laudo do Instituto Médico Legal não estivesse concluído. A mãe, porém, afirma que já existe uma prévia do documento encaminhada à DPCA.

“Ele falou que não vai pedir as imagens porque o laudo do IML não está assinado. Mas no IML já existe uma prévia do documento enviada para a DPCA”, disse.

A mãe também relatou que se sentiu destratada durante o atendimento na delegacia. “Eu esperava pelo menos uma conversa e um esclarecimento. Estou assustada e agora não sei nem em quem confiar”, declarou.

De acordo com a família, a denúncia também foi encaminhada ao Ministério Público de Goiás. Enquanto isso, a investigação segue em andamento, e os familiares aguardam a preservação das imagens do CMEI.

Caso segue sob investigação em Goiânia

Segundo a mãe, até o momento, a Secretaria Municipal de Educação não teria feito contato direto com ela após a repercussão do caso. A SME, por outro lado, informou que acompanha a apuração e que adotou medidas internas.

A DPCA investiga as circunstâncias da denúncia e deve avaliar documentos, depoimentos e possíveis registros de câmeras. O objetivo é apurar se houve agressão contra a criança dentro da unidade de educação infantil.

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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)

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