Acusado de matar sogros a golpes de facão em Cristalina vai a júri popular nesta terça-feira
Segundo o Ministério Público, o crime ocorreu na véspera de Natal de 2024 e teria sido motivado pelo fim do relacionamento do acusado com a filha das vítimas
O homem acusado de matar os sogros na zona rural de Cristalina enfrenta julgamento no Tribunal do Júri nesta terça-feira (16). A sessão começa às 9h, no Fórum da comarca. Além das acusações de feminicídio e homicídio qualificado, ele responde por fraude processual, adulteração de sinal identificador de veículo e perseguição contra a ex-companheira.
Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), o crime aconteceu na noite de 24 de dezembro de 2024, no Assentamento Vista Alegre. Na ocasião, Maria Batista de Oliveira, de 68 anos, e Mario Domingos, de 59, morreram após sofrerem golpes de facão dentro da residência onde viviam.
Relação chegou ao fim antes do crime
De acordo com a denúncia, o acusado não aceitava o término do relacionamento com a filha das vítimas. Além disso, ele acreditava que a sogra havia influenciado a decisão da ex-companheira.
Conforme as investigações, a mulher orientou a filha a encerrar a relação por causa de episódios de violência psicológica. Por isso, o Ministério Público sustenta que o acusado direcionou sua revolta contra os ex-sogros.
Enquanto a família tentava seguir a vida após a separação, o suspeito continuava insatisfeito com o fim do relacionamento. Dessa forma, a acusação aponta que o conflito familiar acabou evoluindo para o crime.
Acusação cita tentativa de esconder provas
Segundo a denúncia, o acusado também tentou dificultar a descoberta dos fatos após o crime. Para isso, ele teria retirado a placa da motocicleta usada na ação. Além disso, o veículo já apresentava adulteração no número do chassi.
Ainda conforme a acusação, os envolvidos lavaram a motocicleta e as roupas usadas no dia do crime. Com isso, tentariam eliminar vestígios que poderiam ajudar a esclarecer o caso.
Mensagens antecederam os assassinatos
Além dos homicídios, o Ministério Público acusa o réu de perseguir a ex-companheira nos dias que antecederam o crime. Conforme a denúncia, ele enviou diversas mensagens pelo WhatsApp entre os dias 19 e 23 de dezembro de 2024.
Segundo a acusação, as mensagens causaram sofrimento emocional à vítima. Por esse motivo, o processo também inclui o crime de perseguição.
Inicialmente, a investigação apontou a participação de um segundo suspeito. No entanto, a Justiça separou os processos após a defesa dele apresentar recurso. Assim, apenas Milton Pereira dos Santos participará desta sessão do Tribunal do Júri.
Atualmente, o acusado permanece preso. Além disso, ele responde por feminicídio qualificado, homicídio qualificado, fraude processual, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e perseguição.
(A estudante de jornalismo Bruna Reis é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias.)






