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Goiás, Rio e DF adotam canetas emagrecedoras; SUS avalia ampliar oferta

O uso das chamadas canetas emagrecedoras avança na rede pública de saúde brasileira. Enquanto Goiás, Rio de Janeiro e Distrito Federal já implementam programas específicos para pacientes com obesidade, o Ministério da Saúde analisa a possibilidade de ampliar a oferta desses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

A principal discussão envolve o Wegovy, medicamento à base de semaglutida indicado para o tratamento da obesidade e redução do risco de complicações cardiovasculares em pacientes específicos.

Ministério da Saúde analisa nova proposta

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avalia um novo pedido para incluir o Wegovy na rede pública. O órgão tem até 180 dias para emitir um parecer, prazo que pode ser prorrogado por mais 90 dias.

Posteriormente, o processo seguirá para consulta pública antes da decisão final do Ministério da Saúde.

Nova proposta reduz impacto financeiro

Em 2025, a Conitec rejeitou a incorporação do medicamento devido ao alto impacto financeiro estimado para o SUS.

Agora, a nova proposta concentra o atendimento em pacientes com obesidade que já sofreram infarto e apresentam alto risco cardiovascular. Além disso, o fabricante ampliou o desconto oferecido ao poder público.

Com isso, a estimativa prevê atendimento para cerca de 38 mil pacientes, com custo anual entre R$ 500 milhões e R$ 650 milhões.

Goiás já utiliza protocolo para tratamento

Em Goiás, a Secretaria Estadual de Saúde aprovou um protocolo voltado para adolescentes e jovens entre 12 e 21 anos diagnosticados com obesidade.

Além da medicação, o programa exige acompanhamento multiprofissional, prática regular de atividade física e reeducação alimentar. Da mesma forma, o protocolo prevê a interrupção do tratamento caso o paciente não alcance metas mínimas de perda de peso.

Atualmente, a rede estadual atende centenas de pacientes com medicamentos de gerações anteriores, enquanto aguarda a aquisição da semaglutida.

Rio e Distrito Federal também avançam

No Rio de Janeiro, a prefeitura estruturou um dos maiores programas públicos do país para tratamento da obesidade com medicamentos dessa categoria.

Segundo dados divulgados pela administração municipal, os primeiros resultados apontam redução significativa de peso e melhora de indicadores de saúde, principalmente entre pacientes com diabetes.

Enquanto isso, o Distrito Federal finaliza os critérios clínicos que definirão o acesso ao tratamento na rede pública antes de iniciar a distribuição do medicamento.

Mudança de hábitos continua essencial

Especialistas alertam que as canetas emagrecedoras não substituem hábitos saudáveis. Pelo contrário, o sucesso do tratamento depende diretamente da combinação entre medicação e mudanças no estilo de vida.

Por isso, profissionais da saúde recomendam acompanhamento nutricional, prática regular de exercícios físicos e suporte psicológico durante todo o processo.

Além disso, essas medidas ajudam a manter os resultados no longo prazo e reduzem o risco de recuperação do peso perdido.

Debate envolve acesso e uso responsável

A possível ampliação das canetas emagrecedoras no SUS ocorre em meio ao aumento da demanda por tratamentos para obesidade.

Por outro lado, autoridades de saúde demonstram preocupação com o uso indiscriminado dos medicamentos, especialmente em situações sem indicação médica ou para fins exclusivamente estéticos.

Dessa forma, o Ministério da Saúde acompanha estudos e avaliações técnicas para definir se a ampliação da oferta poderá ocorrer de maneira segura, eficiente e sustentável na rede pública.

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