Polícia Civil prende cinco suspeitos por emboscada que matou adolescente após festa junina em Goiânia
Investigação aponta que integrantes de facção rival monitoraram jovem de 13 anos durante evento e planejaram execução no Jardim Botânico
A Polícia Civil prendeu cinco suspeitos de participação no assassinato de Bertolino José André Neto, de 13 anos, morto a tiros após sair de uma festa junina no Jardim Botânico, em Goiânia. As investigações indicam que integrantes de uma facção criminosa rival planejaram o crime e o executaram por meio de uma emboscada.
Além das prisões realizadas nesta terça-feira (23), os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão. Durante a operação, as equipes recolheram celulares e outros materiais que podem ajudar a comprovar o envolvimento dos investigados e identificar possíveis participantes do homicídio.
O crime ocorreu na madrugada de 15 de junho de 2025, quando o adolescente deixava uma festa junina realizada na região. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos acompanharam a movimentação de Bertolino durante o evento e aguardaram o momento em que ele saiu do local para colocar o plano em prática.
Monitoramento e emboscada
Segundo o delegado João Paulo Ferreira Mendes, responsável pelo caso, os investigados observaram o adolescente ao longo da festa. A apuração revelou que integrantes dos grupos rivais trocaram olhares e fizeram provocações durante o evento.
Sentindo-se intimidado, Bertolino decidiu deixar a festa. No entanto, ao se aproximar da motocicleta que utilizaria para ir embora, encontrou os suspeitos escondidos nas proximidades.
Os criminosos permaneceram escondidos atrás de uma árvore e surpreenderam o adolescente no momento em que ele tentou subir na moto. Em seguida, efetuaram os disparos que causaram a morte da vítima.
Funções definidas na execução
A investigação aponta que cada integrante do grupo desempenhou uma função específica na ação criminosa. Entre os presos estão suspeitos de planejar o homicídio, fornecer armas e oferecer suporte logístico para a execução do crime.
A Polícia Civil também identificou pessoas responsáveis por monitorar os passos do adolescente durante a festa e garantir a fuga dos envolvidos após os disparos.
A principal linha de investigação indica que a disputa entre organizações criminosas rivais motivou o assassinato. Conforme o delegado, os suspeitos consideravam Bertolino simpatizante de um grupo adversário.
O caso segue sob investigação da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), que trabalha para esclarecer todos os detalhes do crime e identificar possíveis outros envolvidos.
A divulgação das imagens dos suspeitos foi autorizada com base na Lei nº 13.869/2019 e na Portaria nº 547/2021 da Polícia Civil, com o objetivo de auxiliar na identificação de outras possíveis vítimas.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






