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Justiça solta motorista que atropelou servidores da Comurg em Goiânia; servidora segue em protocolo de morte encefálica

Desembargador dispensou o pagamento de fiança de R$ 5 mil, mas manteve medidas cautelares; investigação pode ser reclassificada para homicídio culposo caso a morte seja confirmada

A Justiça concedeu liberdade ao motorista de aplicativo de 27 anos preso em flagrante por atropelar dois servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) enquanto dirigia embriagado. O desembargador Maurício Porfírio Rosa dispensou o pagamento da fiança de R$ 5 mil, mas manteve as medidas cautelares impostas ao investigado. Enquanto isso, a servidora Aparecida Alves da Silva permanece em protocolo de confirmação de morte encefálica.

O desembargador proferiu a decisão durante o plantão judicial, após analisar um pedido de habeas corpus apresentado pela Defensoria Pública do Estado de Goiás. Na audiência de custódia, a Justiça concedeu liberdade provisória mediante pagamento de fiança e aplicação de medidas cautelares.

No habeas corpus, a Defensoria argumentou que o motorista não possui condições financeiras para pagar os R$ 5 mil. A defesa informou que ele trabalha como motorista de aplicativo, tem renda variável, sustenta a família e é pai de uma criança de 10 anos. Segundo a Defensoria, manter a prisão apenas pelo não pagamento da fiança configuraria uma penalização em razão da condição econômica do investigado.

Ao analisar o caso, o desembargador concluiu que não estavam presentes os requisitos para decretar prisão preventiva. Ele destacou que o motorista é tecnicamente primário, possui bons antecedentes e já está submetido a medidas cautelares consideradas suficientes para garantir o andamento do processo. Com isso, dispensou o pagamento da fiança, mas manteve determinações como o comparecimento periódico em juízo e a suspensão do direito de dirigir.

Atropelamento

O acidente aconteceu por volta das 4h30 de sábado (27), na Avenida Americano do Brasil, no Parque Santa Rita, em Goiânia. De acordo com a Comurg, os dois servidores realizavam um serviço de poda no canteiro central quando o motorista perdeu o controle do veículo, atravessou as pistas e atingiu os trabalhadores.

Após o atropelamento, o motorista realizou o teste do bafômetro, que confirmou a embriaguez. A Polícia Civil o prendeu em flagrante e o autuou, inicialmente, por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, com a agravante de dirigir sob efeito de álcool.

A servidora Aparecida Alves da Silva, de 61 anos, segue internada no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) e está nas etapas finais do protocolo de confirmação de morte encefálica.

(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)

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