Cidades

Biomédica atropela criança e adolescentes ao invadir casa onde estava o ex em Goiânia

Polícia diz que mulher de 48 anos agiu por ciúmes; Justiça manteve prisão e apontou tentativa de homicídio

Uma biomédica de 48 anos atropelou uma criança e dois adolescentes ao jogar o carro contra uma casa onde estava o ex-marido, em Goiânia. Segundo a polícia, ela não aceitava o fim do relacionamento e tentou invadir o imóvel usando o próprio veículo.

O caso aconteceu na segunda-feira, 29 de junho de 2026, no Parque Industrial. No momento da batida, a criança de 10 anos e os adolescentes de 12 e 14 anos brincavam na calçada, quando a mulher avançou com o carro contra o portão.

Logo depois, policiais prenderam a biomédica em flagrante. Em seguida, a Justiça analisou o caso em audiência de custódia e manteve a mulher presa preventivamente, diante da gravidade da ocorrência.

De acordo com a Polícia Civil, testemunhas relataram que a mulher foi até a casa motivada por ciúmes. O ex-marido estava no local e, ao se recusar a atendê-la, a situação ficou ainda mais tensa.

Crianças foram prensadas contra portão

Segundo o termo da audiência de custódia, a criança e os adolescentes foram prensados contra o portão quando a biomédica jogou o carro contra o imóvel. Antes disso, a atual companheira do ex-marido saiu da casa e pediu para que ela fosse embora.

No entanto, a mulher não aceitou a orientação e avançou com o veículo. Além das vítimas que estavam na calçada, outras pessoas também se assustaram com a ação.

O tenente Bruno Nonato, do 38º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que moradores agrediram a mulher após o atropelamento. Para a corporação, o crime teve motivação passional.

“O ex-marido chegou a relatar às equipes policiais que essas discussões e brigas deles são comuns , só que não tinha chegado a um caso tão grave”, disse.

Justiça aponta tentativa de homicídio

Ao analisar o caso, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva afirmou que a conduta da mulher indica tentativa de homicídio. Por isso, ele decidiu manter a prisão preventiva.

“Diante da gravidade concreta dos fatos, vislumbro clarividente que, no presente, nenhuma das medidas cautelares diversas da prisão seria suficiente e adequada para resguardar a ordem pública”, disse o magistrado.

Com a decisão, a biomédica permanece presa enquanto a Polícia Civil aprofunda a investigação. Agora, os investigadores apuram a dinâmica da batida e colhem novos depoimentos.

Além disso, a polícia deve reunir elementos para esclarecer a intenção da mulher ao lançar o carro contra o portão. O inquérito também deve detalhar as lesões sofridas pela criança e pelos adolescentes.

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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)

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