PM do DF é indiciado após atropelar policial que ajudava cantor Israel na BR 153
Militar deixou o local sem prestar socorro e aceitou pagar R$ 23 mil para evitar processo criminal em Goiás
A Polícia Civil indiciou o soldado da PMDF Vinícius Carvalho Pedrosa após ele atropelar um policial na BR 153, em Goiânia. A vítima ajudava o cantor Israel depois de um acidente ocorrido em 25 de maio. Vinícius responderia por lesão corporal culposa na direção de veículo e omissão de socorro. No entanto, ele aceitou um acordo de não persecução penal proposto pelo Ministério Público de Goiás.
O militar deverá pagar R$ 3 mil ao Estado, em dez parcelas de R$ 300. Também indenizará em R$ 20 mil o cabo Alessandro de Oliveira Lopes, ferido no atropelamento.
A Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito analisou depoimentos, perícias e o interrogatório do soldado. Segundo o delegado Paulo Ludovico, o militar apresentou versões contraditórias.
Policial ajudava cantor após colisão com cavalo
O cantor Israel atingiu um cavalo solto no km 494 da rodovia, mas não sofreu ferimentos. Alessandro deixava o serviço quando parou para ajudar e sinalizar a pista.
Durante o atendimento, Vinícius atropelou o cabo. Alessandro sofreu ferimentos na cabeça, dirigiu até o quartel onde trabalhava e depois recebeu atendimento no Hospital de Urgências de Goiás.
Vinícius deixou o local sem prestar socorro. Dois dias depois, enviou um áudio ao policial ferido e alegou que não percebeu o atropelamento.
“Eu queria te pedir desculpa. Na hora do acidente eu não vi ninguém machucado. Eu só vi o carro na minha frente, tentei desviar e o airbag estourou. Entrei em pânico e não lembro muito das coisas”, afirmou.
Investigação encontrou divergências nos relatos
À delegacia, Vinícius afirmou que recebeu uma carona e seguiu para a casa de um amigo. Na Corregedoria da PMDF, disse que foi para outro endereço.
O soldado não apresentou provas que confirmassem as versões. Por isso, a polícia considerou que ele tentou esconder detalhes sobre a saída do local.
Após concluir o inquérito, o Ministério Público propôs o acordo. O promotor Everaldo Sebastião definiu os pagamentos ao Estado e ao policial ferido.
A defesa de Vinícius Carvalho Pedrosa não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestação.
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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)






