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Força Jovem é alvo de operação após emboscada com explosivos contra rivais em Goiânia

Investigados teriam cercado torcedores rivais perto do Terminal Goiânia Viva após clássico entre Goiás e Vila Nova

A Polícia Civil de Goiás prendeu, nesta sexta-feira, 10, quatro membros da Força Jovem suspeitos de emboscar torcedores rivais em Goiânia. O ataque ocorreu perto do Terminal Goiânia Viva, após um clássico entre Goiás e Vila Nova.

Durante a operação, os agentes cumpriram seis mandados de prisão temporária e seis ordens de busca e apreensão. Além disso, as equipes recolheram drogas, celulares, armas brancas e veículos.

Os investigados integram a 17ª Legião, grupo ligado à torcida organizada do Goiás. Segundo a polícia, eles cercaram membros da Esquadrão Vilanovense com armas brancas e artefatos explosivos.

Na ocasião, os suspeitos também queimaram roupas associadas à torcida rival. Dessa forma, eles buscavam provocar os adversários e iniciar um confronto nas proximidades do terminal.

Grupo organizou ataque após clássico em Goiânia

A emboscada aconteceu em 9 de maio de 2026, por volta das 19h53, no Residencial Goiânia Viva. Antes disso, Goiás e Vila Nova haviam se enfrentado no Estádio Hailé Pinheiro.

O clássico ocorreu com torcida única do Goiás Esporte Clube. Mesmo assim, os investigados seguiram até o terminal para hostilizar integrantes da torcida adversária.

Conforme a investigação, o grupo usou veículos de maneira coordenada para transportar os participantes e apoiar a ação. Com isso, os envolvidos aumentaram o risco para passageiros e moradores.

Por causa da conduta, a polícia investiga os suspeitos por associação criminosa, resistência qualificada, promoção de tumulto, incitação à violência e corrupção de menores.

Suspeitos reagiram durante operação policial

Durante o cumprimento das ordens judiciais, alguns integrantes hostilizaram os policiais e avançaram contra as equipes. Em seguida, eles arremessaram objetos, lançaram explosivos e fizeram ameaças.

Diante da reação, agentes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais apoiaram o Grupo Especial de Proteção ao Torcedor. As equipes conseguiram controlar a situação e efetuar as prisões.

Além das prisões, os policiais apreenderam drogas, balança de precisão, armas brancas, celulares e veículos supostamente utilizados na emboscada. Também encontraram materiais ligados à torcida organizada.

Agora, a Polícia Civil analisará os aparelhos celulares para identificar mensagens, contatos e possíveis detalhes sobre o planejamento. As investigações seguem para individualizar a participação de cada suspeito.

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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)

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