Cidades

Justiça torna réus cinco guardas municipais acusados de tortura, sequestro e invasão de casa em Goiás

Agentes da GCM de Santa Helena de Goiás são acusados de invadir uma residência, agredir duas pessoas e manter uma das vítimas em cárcere durante horas

A Justiça de Goiás aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) e tornou réus cinco guardas civis municipais de Santa Helena de Goiás. Eles responderão pelos crimes de tortura, violação de domicílio, sequestro e ameaça. Com a decisão, a ação penal passa a tramitar na Justiça.

Os réus são Camila Maria Soares, Dieilis Ronieli Serpa, Huan Felipe de Castro Batista, Johnathan Ramon Freitas Alves e Matheus Souza Rabelo. A promotora de Justiça Heloiza de Paula Marques e Meirelles, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Santa Helena de Goiás, apresentou a denúncia.

Além da condenação criminal, o MPGO pede a perda dos cargos públicos. O órgão também solicita a proibição de exercer função pública e o pagamento de indenização mínima de R$ 50 mil às vítimas.

Enquanto o processo estiver em andamento, os cinco guardas permanecerão afastados das funções. Além disso, a decisão proíbe qualquer contato deles com as vítimas e seus familiares.

Em nota, a defesa informou que apresentará sua versão durante a instrução processual. Segundo os advogados, o recebimento da denúncia apenas inicia a ação penal. Portanto, a decisão não representa condenação. Já a Guarda Civil Municipal informou que mantém os servidores afastados desde o início das investigações. A corporação também afirmou que colaborou com as autoridades responsáveis pela apuração do caso.

Relembre o caso

Segundo o Ministério Público, os crimes ocorreram na madrugada de 11 de março deste ano. Conforme as investigações, os guardas invadiram uma residência sem autorização judicial e fora das hipóteses previstas em lei. No imóvel, eles abordaram duas pessoas de forma violenta. Além disso, utilizaram agressões físicas e ameaças para obter informações.

A denúncia também afirma que três agentes colocaram uma das vítimas no compartimento destinado ao transporte de presos da viatura. Em seguida, eles seguiram para uma região de mata. No local, mantiveram o homem em cárcere por várias horas. Durante esse período, segundo o MPGO, a vítima sofreu novas sessões de tortura. Além disso, recebeu ameaças para não procurar a polícia nem denunciar o caso.

Ainda conforme a investigação, a segunda vítima também sofreu intimidações. Para o Ministério Público, os guardas utilizaram a estrutura da corporação para praticar os crimes. Por isso, o órgão pediu a responsabilização criminal dos cinco agentes.


(A estudante de Jornalismo Bruna Reis assina esta reportagem sob orientação do jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias.)

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