Adolescente com deficiência é resgatado com ferimentos e suspeita de ser acorrentado em Anápolis
Menino de 13 anos foi encontrado sozinho em imóvel insalubre, enquanto mãe e padrasto não estavam no local
Equipes de proteção resgataram um adolescente de 13 anos com deficiência na noite de quarta-feira (15), no bairro Polocentro 1ª Etapa, em Anápolis. O menino estava sozinho, apresentava lesões pelo corpo e vivia em um imóvel insalubre.
A operação começou depois que moradores encaminharam denúncias à Prefeitura de Anápolis. Segundo os relatos, os responsáveis agrediam o adolescente e o deixavam desacompanhado dentro da residência por longos períodos.
Diante das informações, o Conselho Tutelar, a Linha de Frente da Prefeitura e a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente foram ao endereço. Ao entrarem na casa, as equipes confirmaram parte das denúncias.
Além dos ferimentos, os agentes encontraram sujeira e condições que colocavam a saúde e a integridade física do adolescente em risco. Por isso, as autoridades retiraram imediatamente o menino do local.
Corrente levantou suspeita de agressões
Durante a vistoria, as equipes localizaram uma corrente e alças dentro da residência. Conforme testemunhas, os responsáveis usavam os objetos para prender o adolescente ao sofá e limitar seus movimentos.
Além disso, vizinhos afirmaram que a mãe e o padrasto deixavam o menino sozinho com frequência. Em algumas ocasiões, segundo eles, o adolescente permanecia sem acompanhamento durante várias horas.
A mãe e o padrasto não estavam na casa no momento do resgate. Os agentes telefonaram para o homem e explicaram a gravidade da situação, mas ele não retornou ao endereço.
Em seguida, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência prestou os primeiros socorros ao adolescente. Depois, os profissionais o encaminharam para uma Unidade de Pronto Atendimento.
Polícia procura pelos responsáveis
Após o atendimento médico, as equipes levaram o menino ao Instituto Médico Legal. No local, peritos realizaram exames para identificar a origem e a gravidade das lesões.
Enquanto isso, o adolescente permaneceu sob os cuidados do Conselho Tutelar. O órgão acompanha o caso e avalia medidas para garantir proteção e acolhimento ao menor.
A Polícia Civil investiga os responsáveis pelos possíveis crimes de maus-tratos, abandono de incapaz e lesão corporal no contexto de violência doméstica.
Até a última atualização, os investigadores ainda não haviam localizado a mãe e o padrasto do adolescente.
Até a última atualização, a mãe e o padrasto ainda não haviam sido localizados pelas autoridades.
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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)






