Cidades

MPGO aciona ex-prefeito e ex-servidores por suposto esquema que causou prejuízo de R$ 4,3 milhões em Abadiânia

Segundo o MPGO, avaliações incompatíveis com o mercado favoreceram uma desapropriação e uma permuta irregular que causaram prejuízo milionário ao município

O Ministério Público de Goiás (MPGO) ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra ex-agentes públicos e particulares por um suposto esquema de desapropriação fraudulenta e permuta irregular de área pública em Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o órgão, o prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 4.322.872,00. O promotor de Justiça Lucas César Costa Ferreira assinou a ação.

Entre os réus estão o ex-prefeito José Aparecido Alves Diniz, o ex-vice-prefeito José Bosco do Nascimento Arantes e os ex-secretários Vitor Lucas Rabelo Guerra, Adhemar Jacinto Ferreira e Frederyco Melo. Também respondem à ação os servidores Cleber Sousa Resende, Wanderley da Silva Valença e Antônio Cesar Moreira Gomes, os empresários Leandro Gomes Vieira e Edivaldo Martins Chaves, além da empresa Sigilo Imóveis Ltda.

Como funcionava o suposto esquema

Segundo o MPGO, a investigação começou após a instauração de um inquérito civil para apurar a desapropriação de um imóvel particular e a permuta de uma área pública de alto valor. Conforme a ação, uma empresa comprou um imóvel por R$ 120 mil. Depois, declarou o mesmo bem em escritura pelo valor de R$ 1.644.089,00. Em seguida, o município utilizou esse valor como base para a desapropriação.

O Ministério Público afirma que o município pagou R$ 1.234.089,00 por parte do imóvel. Na sequência, os envolvidos trocaram a área remanescente por um terreno público de 11.983,01 metros quadrados, às margens do Lago Corumbá IV. Além disso, o órgão sustenta que as avaliações usadas na negociação não correspondiam aos valores praticados pelo mercado.

Pedidos do Ministério Público

Conforme os cálculos do MPGO, a desapropriação provocou prejuízo de R$ 854.183,00. a permuta irregular teria causado um dano de R$ 3.468.689,00. Assim, o prejuízo total estimado chega a R$ 4.322.872,00.

Na ação, o Ministério Público pede a indisponibilidade dos bens dos réus até o valor do dano apontado. Além disso, solicita o bloqueio de ativos financeiros, veículos e imóveis. Por fim, requer a condenação dos envolvidos por improbidade administrativa, o ressarcimento integral ao erário e a aplicação das demais sanções previstas em lei.


(A estudante de Jornalismo Bruna Reis assina esta reportagem sob orientação do jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias.)

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo