Um médico de Anápolis perdeu cerca de R$ 500 mil após cair no golpe do falso advogado, segundo a Polícia Civil. Investigadores descobriram que os suspeitos usavam informações verdadeiras de processos judiciais para conquistar a confiança das vítimas. Além disso, o grupo utilizava nomes de advogados legítimos durante as abordagens.
A investigação levou a Polícia Civil até um núcleo que atuava na Região Metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Como resultado, os policiais prenderam três pessoas suspeitas de participação no esquema. Segundo o delegado Leonilson Pereira, a operação também avançou sobre outros investigados ligados ao grupo.
A Polícia Civil de Goiás realizou, na quarta-feira (12), uma operação contra os suspeitos e cumpriu cerca de 60 medidas judiciais. Entre elas, os investigadores executaram 12 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária. A Justiça também autorizou bloqueios financeiros e quebras de sigilo.
Ao todo, a ação teve como alvo 12 investigados suspeitos de integrar uma associação criminosa. Conforme a polícia, os criminosos buscavam informações sobre processos reais e, posteriormente, procuravam pessoas envolvidas nessas ações. Dessa maneira, criavam uma abordagem aparentemente legítima.
Golpistas simulavam liberação de dinheiro pela Justiça
Segundo a investigação, os suspeitos se apresentavam às vítimas como representantes de advogados ou escritórios responsáveis pelos processos. Em seguida, informavam sobre uma suposta vitória judicial ou liberação de valores. A estratégia dava credibilidade ao golpe do falso advogado.
Depois de conquistar a confiança do alvo, o grupo solicitava pagamentos antecipados para liberar o dinheiro prometido. Os criminosos também enviavam documentos falsificados que imitavam informações do Poder Judiciário. Assim, aumentavam a aparência de legalidade da fraude.
“Os criminosos entravam em contato com as vítimas informando sobre a suposta liberação de alvarás ou vitórias em causas judiciais. Para realizar o ‘desbloqueio’ ou a liberação das quantias indenizatórias, exigiam depósitos e transferências antecipadas via PIX.”, afirmou o delegado.
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou quebras de sigilo telefônico e telemático dos investigados. Também autorizou o sequestro e bloqueio judicial de valores relacionados ao esquema. A polícia busca agora identificar o caminho percorrido pelo dinheiro obtido com as fraudes.
Celulares podem revelar outros envolvidos
Durante a Operação Quimera, os agentes apreenderam celulares e documentos considerados importantes para o avanço das apurações. A Polícia Civil do Ceará também participou da ação. Agora, os investigadores analisam o material recolhido para identificar operadores financeiros e outros possíveis participantes.
Segundo Leonilson Pereira, os depoimentos dos investigados também ajudarão a esclarecer como o grupo funcionava. A polícia pretende cruzar essas informações com os dados encontrados nos aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação.
“A partir de agora, com eletrônicos apreendidos e com a oitiva de diversos investigados, iremos angariar mais elementos para indiciamento de todos os envolvidos, bem como para estabelecer se há mais envolvidos na prática desse crime”, disse o delegado.
Os nomes dos investigados não foram divulgados. Por isso, o Portal Cerrado Notícias não conseguiu localizar as defesas dos suspeitos para solicitar posicionamento sobre as acusações.
(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)






