Adolescentes são apreendidos por estupro coletivo em escola de Pernambuco
Episódios em que ocorreram as violências tiveram diferença de aproximadamente um mês; investigação ocorre sob sigilo

Cinco adolescentes foram apreendidos pela Polícia Civil de Pernambuco na segunda-feira (17) após serem investigados pela suspeita de violência sexual contra duas estudantes de 14 anos que estudavam na mesma turma, dentro de uma escola pública de Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, nos dias 4 de julho e 3 de agosto. As vítimas e os adolescentes estudavam na mesma turma.
A investigação é conduzida sob sigilo por envolver adolescentes. De acordo com a Polícia Civil, os cinco investigados foram levados à Unidade de Atendimento Inicial (Uniai), onde permanecem à disposição do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). A unidade faz parte da estrutura de atendimento socioeducativo do estado e é vinculada à Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase).
Primeira vítima
A advogada Luanny Porto, que representa as duas adolescentes, afirmou que um dos episódios teria acontecido dentro de uma sala de aula durante o intervalo. Segundo ela, enquanto os demais alunos haviam deixado o local para receber a merenda, a estudante permaneceu na sala.
Conforme o relato apresentado pela defesa, a adolescente teria sido derrubada por um dos estudantes e, em seguida, outros envolvidos teriam participado da violência. A advogada também afirmou que a porta da sala teria sido mantida fechada durante o episódio. Ainda segundo Luanny, as adolescentes teriam recebido ameaças para que não revelassem os fatos.
Após o primeiro episódio, a estudante teria procurado a direção da escola. Segundo a defesa, entretanto, ela não foi liberada das atividades escolares e os responsáveis não foram chamados imediatamente. A adolescente teria contado à mãe somente depois de retornar para casa.
Segunda vítima
A existência de uma segunda vítima teria sido descoberta quando familiares da primeira adolescente procuraram a escola. Uma colega da mesma turma relatou que também havia sofrido violência sexual, em um episódio que teria ocorrido aproximadamente um mês antes.
As duas adolescentes registraram ocorrências e passaram por escuta especializada. Elas também foram submetidas a exames sexológicos no Instituto Médico Legal (IML).
Antes das apreensões, os cinco adolescentes já tinham sido afastados da escola por tempo indeterminado, conforme informou a Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho. A pedido das famílias, as duas estudantes foram transferidas para outra unidade de ensino. Por envolver adolescentes, a identidade dos investigados e das vítimas não pode ser divulgada.






