Falsificador usava whisky “Chanceler” para abastecer garrafas de marcas famosas perto de Anápolis
Polícia Militar descobre fábrica clandestina em Terezópolis de Goiás e apreende dezenas de garrafas de bebidas falsificadas
A Polícia Militar descobriu uma fábrica clandestina de whisky falsificado em Terezópolis de Goiás, na região próxima a Anápolis, que utilizava o destilado da marca “Chanceler” para abastecer garrafas de rótulos mais caros e conhecidos. O 3º Comando Regional da PM (3º CRPM) localizou o esquema no dia 27 de janeiro após denúncia sobre a comercialização irregular de bebidas alcoólicas.
Segundo a PM, o próprio responsável pela falsificação confessou que utilizava o whisky “Chanceler”, vendido na internet por valores entre R$ 10 e R$ 50, para encher garrafas de marcas renomadas. A distribuição ocorria principalmente nas cidades de Anápolis e Goiânia, onde as bebidas eram revendidas como originais.
A polícia identificou que a fábrica funcionava dentro da residência do investigado, mais precisamente em um dos quartos do imóvel. Parte do material, incluindo garrafas e uma lavadora de alta pressão usada para higienizar engradados, ficava na casa ao lado, pertencente à tia do suspeito. Em depoimento, a esposa afirmou que via o marido descartar garrafas vazias de “Chanceler” no lixo após o uso, recolhidas posteriormente pela limpeza urbana.
A abordagem
Durante a operação, os policiais apreenderam dezenas de garrafas já preenchidas com rótulos de alto valor comercial, como Royal Apple, Black Label, Gold Label, Jack Daniel’s, Buchanan’s Deluxe, Chivas Regal, Old Parr, White Horse e diversas variações da marca Johnnie Walker. A PM também recolheu grande quantidade de garrafas vazias de whisky, vodca, gin e tequila, que o esquema de falsificação reutilizaria.
A ação teve início após denúncia de que um Honda Civic LXR estaria sendo usado para vender whisky falsificado na cidade de Marinápolis. Por volta das 17h, a equipe localizou o veículo e encontrou caixas de papelão e garrafas no porta-malas. Inicialmente, o motorista negou conhecimento sobre o material, mas acabou confessando o crime, o que levou à descoberta da fábrica clandestina.
O caso segue sob investigação, e o suspeito deve responder por crimes relacionados à falsificação e comercialização de produtos impróprios para consumo.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






