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Acidente que matou cinco estudantes na GO-518 é investigado como homicídio culposo pela Polícia Civil

Delegado apura conduta dos motoristas da van e do caminhão; perícia inicial indica que veículo boiadeiro estava parado ou em velocidade muito baixa na pista.

A Polícia Civil de Goiás instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias e responsabilidades do trágico acidente entre uma van escolar e um caminhão boiadeiro na rodovia GO-518, em Buriti de Goiás. O desastre provocou a morte de cinco estudantes e deixou outros sete feridos. Segundo o delegado Mário Moraes, responsável pelo caso, a investigação será conduzida inicialmente sob as hipóteses de homicídio culposo e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, quando não há a intenção de matar ou ferir.

Os motoristas de ambos os veículos sobreviveram ao impacto e foram ouvidos formalmente pelos investigadores logo após a colisão. A partir de agora, o foco da polícia está em analisar detalhadamente a conduta de cada um deles nos momentos que antecederam a batida fatal para descobrir o que causou o acidente.

“A conduta do motorista da van e a do motorista do caminhão serão apuradas. Estamos trabalhando com homicídio culposo e lesão culposa no trânsito. Todas as circunstâncias serão analisadas para instruir o inquérito policial”, explicou o delegado.

Além da conduta dos condutores, a polícia vai averiguar o estado de conservação dos veículos, as condições de trafegabilidade do trecho da rodovia e se os adolescentes utilizavam cintos de segurança na van.

A apuração corre em parceria com a Polícia Técnico-Científica, cujos peritos ficaram responsáveis por realizar os exames de engenharia forense e reconstruir a dinâmica do impacto na pista. Os laudos técnicos finais devem apontar fatores determinantes, como a velocidade estimada dos veículos e possíveis falhas mecânicas.

Informações preliminares divulgadas pela equipe de perícia revelam que tanto a van escolar quanto o caminhão viajavam no mesmo sentido da GO-518, fazendo o trajeto entre as cidades de Sanclerlândia e Córrego do Ouro.

Com base na análise dos danos estruturais, os peritos trabalham com a forte hipótese de que o caminhão boiadeiro trafegava em velocidade excessivamente baixa ou estivesse totalmente parado sobre a pista de rolamento no momento em que foi atingido na traseira pela van. Outro detalhe importante constatado no local é a ausência de marcas de frenagem deixadas pelos pneus da van no asfalto, o que sugere que o motorista escolar não teve tempo hábil para reagir.

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