Cidades

Adolescente de Goiânia morre após 16 dias internado por agressão na saída de festa no DF

Rodrigo Castanheira, de 16 anos, sofreu traumatismo craniano em briga envolvendo o ex-piloto Pedro Turra; Polícia apura possível reclassificação do crime para homicídio

O adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, morreu na manhã deste sábado (7) após permanecer internado por cerca de 16 dias em estado gravíssimo. Ele sofreu agressões na saída de uma festa em Vicente Pires, no Distrito Federal, na madrugada de 23 de janeiro, em uma briga que envolveu o ex-piloto Pedro Turra, de 19 anos.

Rodrigo ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Brasília, em Águas Claras. As agressões provocaram um traumatismo craniano severo, que levou a complicações irreversíveis. Mesmo após atendimento médico e cirurgia de emergência, o adolescente não resistiu.

Investigação

Segundo a investigação, a confusão começou após um desentendimento considerado banal. Pedro Turra teria se irritado com um comentário feito por Rodrigo sobre um chiclete jogado em um colega. Após a discussão, o ex-piloto desceu do carro e iniciou as agressões. Durante o confronto, Rodrigo bateu a cabeça em um veículo, sofreu ferimentos graves e chegou a apresentar parada cardiorrespiratória. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apura ainda a continuidade das agressões mesmo quando o jovem já estava desacordado.

A polícia prendeu Pedro Turra no dia seguinte ao episódio, mas ele pagou fiança de R$ 24,3 mil e deixou a prisão. Posteriormente, as autoridades voltaram a detê-lo diante de suspeitas de tentativa de interferência nas investigações. Ele permanece no Complexo da Papuda, à disposição da Justiça. Com a morte de Rodrigo, o Ministério Público pode reclassificar a acusação de lesão corporal gravíssima para homicídio.

Em nota, o delegado responsável pelo caso, Pablo Aguiar, lamentou a morte do adolescente e afirmou que a investigação busca responsabilização e justiça. “Buscar justiça foi, e continua sendo, uma forma de honrar sua memória”, declarou.

Durante a internação, familiares e amigos organizaram vigílias, correntes de oração e mobilizações para doação de sangue. Rodrigo estudava no Colégio Vitória Régia e era descrito como um jovem tranquilo e muito ligado à família. Vídeos das agressões circulam nas redes sociais e integram o inquérito policial, que também apura possível omissão de socorro de pessoas que presenciaram a cena. O caso segue sob investigação.

(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)

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