Bernardo e Eduardo: bebês siameses nascem em Goiânia
Gêmeos nasceram com 36 semanas no Hospital Estadual da Mulher e são acompanhados por equipe liderada por especialista em separação de gêmeos siameses
Os bebês siameses Bernardo e Eduardo nasceram na manhã de quinta-feira (28), no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), em Goiânia. Unidos pelo abdômen, os irmãos vieram ao mundo com 36 semanas de gestação e agora seguem sob cuidados intensivos enquanto uma equipe médica acompanha a evolução do quadro clínico.
A gravidez já era considerada de alta complexidade desde os primeiros exames, que identificaram a condição dos bebês ainda no pré-natal. Por isso, os médicos organizaram um planejamento detalhado para o parto, realizado por cesariana no hospital estadual especializado em atendimentos de maior risco.
Segundo a equipe médica, Bernardo e Eduardo compartilham apenas o fígado, o que aumenta as chances de uma futura cirurgia de separação. Apesar disso, os profissionais ainda aguardam novos exames para entender melhor a anatomia dos irmãos e definir os próximos passos do tratamento.
Logo após o nascimento, um dos bebês apresentou desconforto respiratório e precisou de intubação. Mesmo assim, os médicos informaram que os dois permanecem estáveis e seguem internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, onde recebem acompanhamento constante.
Goiânia é referência em cirurgias de separação de gêmeos siameses
Goiânia se tornou referência nacional em cirurgias de separação de gêmeos siameses, principalmente pelo trabalho do cirurgião pediátrico Zacharias Calil. Ao longo da carreira, o médico participou de dezenas de procedimentos de alta complexidade, incluindo casos raros e acompanhados internacionalmente.
Entre os casos de maior repercussão está a separação das gêmeas siamesas Kiraz e Aruna, nascidas unidas pelo tórax, abdômen e bacia. Além disso, o médico também participou da separação de outros irmãos siameses vindos de diferentes estados e até de outros países.
Agora, Zacharias Calil acompanha a evolução de Bernardo e Eduardo. Segundo os primeiros exames, os médicos avaliam que existe viabilidade para uma futura cirurgia de separação. No entanto, a equipe ressalta que o procedimento dependerá da evolução clínica dos bebês e de exames mais detalhados nos próximos meses.
(A estudante de jornalismo Bruna Reis é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias.)






