Chacina em Goiatuba: investigação revela como suspeito localizou vítimas
A chacina em Goiatuba, no sul de Goiás, foi esclarecida pela Polícia Civil após a conclusão do inquérito sobre as mortes de Nathan Moraes Dutra Campos, Jaine Barbosa Chaves e Beatriz Soares de Souza. Os crimes ocorreram no dia 28 de julho, em uma propriedade rural do município.
Segundo a investigação, Leonardo José de Araújo monitorou publicações feitas no Instagram para descobrir onde as vítimas estavam. Em seguida, ele alugou um carro, comprou um revólver calibre .22 e foi até a chácara onde Nathan, Jaine e Beatriz estavam.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário com o indiciamento de Leonardo por feminicídio e duplo homicídio qualificado. Somadas, as penas previstas para os crimes podem chegar a 100 anos de prisão.
Chacina em Goiatuba: Instagram ajudou a localizar vítimas
De acordo com a Polícia Civil, a motivação começou com a desconfiança de Leonardo em relação à companheira, Jaine Barbosa Chaves. O homem suspeitava que ela mantivesse um relacionamento com Nathan Moraes Dutra Campos.
Mesmo depois de Jaine afirmar que estava em Goiânia, Leonardo continuou tentando descobrir onde ela se encontrava. Para isso, passou a acompanhar as redes sociais de Beatriz Soares de Souza, amiga da companheira.
A investigação identificou que o suspeito analisou imagens publicadas nos stories do Instagram. Embora as postagens não apresentassem localização, alguns elementos chamaram a atenção dele.
Entre eles estavam um fogão caipira e pratos associados à alimentação típica de uma propriedade rural. A partir dessas imagens, Leonardo concluiu que o grupo estava reunido em uma chácara em Goiatuba.
Assim, segundo a apuração policial, o conteúdo publicado nas redes sociais acabou fornecendo ao suspeito pistas suficientes para chegar ao local.
Chacina em Goiatuba: sequência dos assassinatos
Depois de descobrir onde as vítimas estavam, Leonardo alugou um veículo e comprou um revólver calibre .22. Na sequência, dirigiu-se até a propriedade rural.
No local, Nathan e Beatriz foram mortos a tiros. Posteriormente, Leonardo colocou Jaine no carro alugado e deixou a chácara com a companheira.
Durante a fuga, entretanto, Jaine conseguiu telefonar para a mãe. Além disso, ela compartilhou sua localização por meio de um aplicativo.
Com a informação, as forças policiais conseguiram iniciar o cerco ao veículo. Enquanto isso, Leonardo continuava com a vítima.
Antes da chegada das equipes, o suspeito matou Jaine com quatro disparos. A perícia também identificou que ele chegou a recarregar a arma durante a sequência dos crimes.
Suspeito confessou crimes em áudios
Outro elemento destacado pela investigação foi o comportamento de Leonardo depois dos assassinatos. Segundo a Polícia Civil, ele fotografou os corpos e enviou áudios a conhecidos enquanto os acontecimentos ainda estavam em andamento.
Nas gravações, o homem confessava os crimes. Além disso, ele realizou um PIX destinado ao pagamento do próprio velório.
Em seguida, Leonardo atirou contra o próprio peito. Apesar do ferimento, ele sobreviveu e foi levado para atendimento médico em Goiânia.
Atualmente, o investigado permanece internado sob custódia policial em estado grave. Dessa maneira, embora tenha tentado tirar a própria vida após os crimes, ele continua respondendo formalmente pelas mortes.
Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil indiciou Leonardo pelo feminicídio consumado de Jaine Barbosa Chaves.
No caso de Nathan Moraes Dutra Campos e Beatriz Soares de Souza, o indiciamento ocorreu por dois homicídios qualificados. Segundo a investigação, os crimes tiveram como qualificadoras o motivo torpe e o recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.
Com o encerramento da apuração policial, o inquérito foi remetido ao Poder Judiciário. A partir de agora, o caso segue para as próximas etapas da Justiça.
A investigação, portanto, apontou não apenas a sequência dos assassinatos, mas também os mecanismos utilizados pelo suspeito para encontrar as vítimas. O monitoramento de publicações no Instagram foi um dos principais elementos identificados pela Polícia Civil para explicar como Leonardo descobriu a localização do grupo.






