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Clínica clandestina em Aparecida é fechada pela Polícia Civil; dois são presos por tortura e tráfico

Operação expõe irregularidades graves em clínica de reabilitação no Jardim Buriti Sereno Operação

Uma operação da Polícia Civil de Goiás foi deflagrada contra uma clínica clandestina de reabilitação.
A ação ocorreu em Aparecida de Goiânia, no Jardim Buriti Sereno, em 13 de maio de 2026. O trabalho contou com apoio do Grupo Especial de Investigações Criminais, Vigilância Sanitária Municipal e Polícia Técnico-Científica de Goiás. Dois homens foram presos durante a fiscalização.

Durante a operação, os policiais encontraram drogas, medicamentos irregulares e instrumentos usados em agressões. Os internos foram resgatados após serem mantidos em condições degradantes.
Todo o material foi apreendido para perícia.

A fiscalização revelou ausência de profissionais de saúde habilitados no local. Também foram identificadas práticas de tortura física e psicológica contra os internos. Houve relatos de sedação forçada com substâncias aplicadas sem consentimento.

Irregularidades graves na clínica clandestina

Os agentes também encontraram alimentos deteriorados e impróprios para consumo humano. Os dormitórios estavam superlotados e em condições insalubres. As investigações apontam ainda internações realizadas sem respaldo legal. Pacientes relataram agressões como estrangulamentos e torções de membros.

Foram apreendidas porções de maconha e cocaína para perícia. Também havia medicamentos psicotrópicos sem prescrição e seringas usadas sem identificação. Um cano de ferro, cordas e celulares foram recolhidos.

Investigação e histórico dos suspeitos

Um dos presos atuava como coordenador da clínica e foi apontado como responsável pelas agressões.
Vítimas relataram que ele circulava com drogas e sedativos sem autorização. O outro preso é apontado como proprietário e suposto mandante do esquema criminoso. Ele já teve outras clínicas interditadas em Aparecida de Goiânia e responde a investigações anteriores.

Há registros de que um interno morreu em ocorrência anterior após atendimento com hematomas. Após interdições, novos estabelecimentos eram abertos pelo investigado. Os presos devem responder por tortura, tráfico e cárcere privado qualificado.

(O estudante de jornalismo Vinicius Lima é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)

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