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Conselho de Ética aprova processo contra Erika Hilton por suposta quebra de decoro

Deputada é alvo de representação do Partido Missão, que pede a cassação do mandato

A análise do pedido de cassação de Erika Hilton (Psol-SP) avançou na Câmara dos Deputados na última terça-feira (11). Na ocasião, o Conselho de Ética aprovou, por 10 votos a 5, o parecer que autoriza o prosseguimento da representação apresentada pelo Partido Missão. A legenda acusa a deputada de quebra de decoro parlamentar.

A acusação surgiu após uma publicação feita por Erika no X, em março, depois que ela assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Na mensagem, a deputada chamou os críticos de “transfóbicos e imbeCIS” e escreveu que eles “podem espernear. Podem latir”. O Missão afirma que as declarações também ofenderam mulheres cisgênero.

Para analisar o caso, o Conselho de Ética escolheu o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) como relator. Antes da votação, porém, a defesa de Erika pediu a troca do parlamentar. Os advogados alegaram que Cabo Gilberto já havia se manifestado sobre a eleição da deputada antes de assumir a relatoria.

Além disso, a defesa citou um projeto apresentado pelo deputado cinco dias após a eleição de Erika. A proposta prevê que deputadas do “sexo feminino” ocupem a presidência da Comissão da Mulher. Segundo os advogados, a iniciativa mostra que Cabo Gilberto já tinha uma posição sobre o assunto. Erika, por outro lado, afirma que as palavras usadas na publicação eram direcionadas a pessoas transfóbicas e aos críticos de sua eleição, e não às mulheres cisgênero.

Apesar da aprovação, Erika Hilton não teve o mandato cassado. O Conselho de Ética apenas autorizou o prosseguimento da representação. Agora, o processo seguirá para as próximas etapas, que ainda vão definir se haverá ou não uma decisão sobre a perda do mandato da deputada.

(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Gabriel Maia)

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