Corretora desaparece em Caldas Novas e família cobra respostas das autoridades
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás. A família perdeu contato com ela no dia 17 de dezembro, quando foi vista pela última vez no prédio onde mora, no centro da cidade. Desde então, parentes cobram esclarecimentos e questionam o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Naquele dia, conforme apurado, Daiane desceu ao subsolo do edifício para religar a energia do apartamento, que estava sem luz. Imagens das câmeras de segurança mostram a corretora entrando no elevador por volta das 19h e gravando um vídeo para uma amiga. Em seguida, ela deixa o elevador no subsolo e não aparece mais nas gravações. “A partir do momento em que a porta do elevador abre no subsolo, a gente não tem mais notícia dela”, relatou a mãe, Nilse Alves Pontes.
Além disso, a família afirma que Daiane não saiu do prédio nem retornou ao apartamento, segundo os registros de monitoramento. Os óculos de grau e outros pertences pessoais ficaram no imóvel, que foi encontrado trancado, embora a corretora tenha deixado a porta aberta ao sair. No momento do desaparecimento, ela vestia bermuda e chinelos, o que reforça a suspeita de que não pretendia se ausentar por muito tempo.
Família cobra respostas e mais rigor nas investigações
Enquanto isso, a mãe da corretora aponta possíveis conflitos anteriores como um elemento a ser apurado. Segundo Nilse, Daiane mantinha desavenças com moradores e o condomínio do prédio, envolvendo processos judiciais em andamento.
O delegado Alex Miller informou que a investigação segue em curso e que nenhuma hipótese foi descartada até o momento. Ele também confirmou que não houve movimentação bancária nas contas da desaparecida desde o dia 17 de dezembro.
Diante da falta de respostas, a família intensificou a mobilização pública. Nilse contratou carro de som para circular pela cidade e participou de manifestações para cobrar providências das autoridades. Um novo ato está marcado para o dia 17 de janeiro, em Uberlândia, quando o desaparecimento completará um mês. “Como uma pessoa desaparece assim, sem deixar nenhum sinal, em uma cidade turística como Caldas Novas?”, questionou a mãe, em busca de respostas.
(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)






