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Decisão do STF impõe novo revés a Eduardo Bolsonaro; entenda


A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro à prisão e à inelegibilidade após concluir que o ex-deputado atuou para pressionar instituições brasileiras durante o andamento das investigações sobre a trama golpista. A defesa nega irregularidades e pode recorrer da decisão.

STF condena Eduardo Bolsonaro à prisão e à inelegibilidade

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Além disso, os ministros determinaram a inelegibilidade por oito anos e a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Eduardo articulou medidas adotadas pelos Estados Unidos, como o tarifaço contra produtos brasileiros, para tentar pressionar instituições nacionais durante o julgamento envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Defesa contesta acusação

Durante o julgamento, a defesa argumentou que Eduardo Bolsonaro não participou de decisões do governo norte-americano e apenas manteve interlocuções políticas. Mesmo assim, os ministros entenderam que as provas apresentadas sustentam a condenação.

Atualmente, Eduardo vive nos Estados Unidos e perdeu o mandato parlamentar após faltar às sessões da Câmara dos Deputados. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

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