Moradora confessa ter jogado líquido quente em cachorro comunitário que dormia em sua porta
Defesa da mulher confirma o ato, mas alega que ela "não tinha intenção de causar lesões tão graves"; animal segue sob cuidados veterinários enquanto a Polícia Civil conclui o inquérito.
O caso do cachorro comunitário queimado no início desta semana teve um desdobramento decisivo nesta quarta-feira (18). A moradora suspeita de atacar o animal apresentou-se às autoridades e, por meio de sua defesa, confessou ter arremessado um líquido quente contra o cachorro. Segundo o depoimento, o animal estava dormindo na porta da residência dela no momento do ataque.
A confissão ocorre após uma onda de revolta dos vizinhos e a ampla divulgação de imagens que mostravam o sofrimento do animal, que era cuidado coletivamente pelos moradores do bairro.
Em nota e declarações à imprensa, a defesa da moradora afirmou que o ato foi uma “reação impensada” ao incômodo causado pela presença constante do cão na calçada. Os advogados sustentam que a cliente não previu que o líquido causaria queimaduras de tamanha gravidade e que ela estaria “arrependida” do ocorrido.
Entretanto, para as testemunhas e protetores de animais, a justificativa não ameniza a crueldade do ato. “Ele estava dormindo, não oferecia perigo nenhum. Usar um líquido fervente contra um animal indefeso é tortura, não é apenas um susto”, rebateu um dos moradores que auxilia no tratamento do cão.





