Ex-capitão da PM é expulso da corporação após emprestar arma usada em assassinato em Aparecida de Goiânia
O processo administrativo que apurou um crime ocorrido em 2020 terminou com a exoneração oficial do policial militar Daniel de Oliveira Faria dos quadros da Polícia Militar de Goiás. A decisão foi tomada após a conclusão do Conselho de Justificação, que analisou a conduta do então capitão no homicídio registrado em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.
O crime aconteceu em frente a uma boate no bairro Nossa Senhora de Lourdes. Na ocasião, Nayara Lopes Palmeira dos Santos, então com 19 anos, efetuou um disparo de arma de fogo que matou Kathleen Lorrane Carvalho, de 21 anos. A vítima morreu no local e, logo após o homicídio, Nayara e Daniel deixaram a cena do crime.
Versões caem após análise de imagens
Durante as investigações, Daniel apresentou versões contraditórias. Inicialmente, afirmou que a namorada teria retirado a arma de sua cintura sem autorização. No entanto, imagens de câmeras de segurança desmentiram a narrativa. Isso ao mostrar o momento em que ele entrega a pistola diretamente à mão de Nayara, após ela pedir: “Por favor, me dá essa arma”. Em seguida, a jovem corre em direção à vítima e dispara.
Segundo a Polícia Civil, Nayara e Kathleen eram amigas e chegaram a morar juntas por cerca de três anos. O desentendimento teria surgido por dívidas domésticas, principalmente contas de energia elétrica em atraso. As duas, que trabalhavam como garotas de programa, marcaram o encontro no local do crime para discutir o débito.
Com base nas provas, a Corregedoria da PM concluiu que Daniel violou deveres éticos, a honra e o decoro militar. O Tribunal de Justiça de Goiás o declarou indigno para o oficialato, e a portaria publicada no Diário Oficial determinou a perda do posto, da patente e a demissão definitiva do ex-capitão.
(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)






