Ex-policial que matou guarda petista em Foz do Iguaçu obtém prisão domiciliar
Jorge Guaranho, condenado pela morte de Marcelo Arruda em 2022, deixará o regime fechado por questões de saúde; decisão gera forte reação da família da vítima.

A Justiça do Paraná concedeu, nesta segunda-feira (30), o benefício da prisão domiciliar ao ex-policial penal Jorge Guaranho. Ele é o autor dos disparos que mataram o guarda municipal e tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, durante uma festa de aniversário com temática política em julho de 2022.
A decisão, baseou-se em relatórios médicos que indicam a necessidade de cuidados específicos que, segundo a defesa, não estariam sendo plenamente atendidos na unidade prisional onde ele se encontrava.
O assassinato de Marcelo Arruda tornou-se um dos símbolos da violência política no Brasil. Guaranho, que se identificava como apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, invadiu a festa de Arruda gritando palavras de ordem. Após uma discussão inicial, ele retornou ao local armado e abriu fogo contra o aniversariante, que revidou antes de morrer.
A notícia da soltura para o regime domiciliar foi recebida com indignação pelos familiares de Marcelo Arruda. Advogados da família classificaram a medida como “um retrocesso” e um sinal de impunidade diante de um crime de ódio motivado por intolerância política.
“É um soco no estômago da democracia e da nossa família. Ele destruiu uma vida por política e agora vai para o conforto de casa, enquanto nós ainda lidamos com o vazio”, desabafou um familiar da vítima em nota.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) já analisa a decisão e estuda a interposição de um recurso para que o condenado retorne ao sistema penitenciário comum, alegando que as unidades prisionais possuem estrutura básica para o atendimento médico necessário.






