Falso médico é preso em aeroporto após investigação por lesão grave e cursos de estética
Investigação apontou que homem se apresentava como médico, realizava procedimentos estéticos invasivos e vendia cursos sem autorização. Ele também é suspeito de causar lesão grave em uma paciente em Goiânia
Um homem que se apresentava como médico acabou preso na última semana durante uma investigação sobre a realização de procedimentos estéticos invasivos e a oferta irregular de cursos na área da estética. A Polícia Federal realizou a prisão no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando ele tentava embarcar para Foz do Iguaçu (PR), cidade onde mantém uma clínica e pretendia ministrar mais um treinamento.
Além disso, a Polícia Civil de Goiás investiga o suspeito por lesão corporal grave contra uma paciente em Goiânia. O caso está sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), que conduz as apurações com apoio da Polícia Federal.
Como o suspeito atuava
Segundo a investigação, o homem utilizava as redes sociais e materiais publicitários para se apresentar como médico formado no exterior. Com isso, ele atraía pacientes e alunos interessados em procedimentos estéticos e capacitações na área. Além de divulgar harmonizações de seios e glúteos, ele também promovia cursos anunciados como “residências” em diferentes especialidades da estética.
No entanto, os investigadores descobriram que o suspeito não possui formação médica. Na verdade, ele atua como enfermeiro e perdeu o registro profissional em fevereiro de 2025. Apesar disso, ele omitia essas informações dos pacientes e dos participantes dos cursos.
Cursos custavam até R$ 13 mil
As investigações também revelaram que os cursos oferecidos pelo suspeito movimentavam valores elevados. Em alguns casos, os alunos desembolsavam cerca de R$ 13 mil para participar das capacitações. Além disso, uma nova turma estava programada para ocorrer em Goiânia nos dias 27 e 28 de junho.
Enquanto a investigação avançava, o suspeito continuava divulgando seus serviços e treinamentos. Inclusive, mesmo após a prisão, perfis ligados a ele seguiram promovendo cursos e procedimentos estéticos nas redes sociais.
Por fim, a Polícia Civil divulgou a identidade do investigado para incentivar possíveis vítimas e testemunhas a procurarem as autoridades. Dessa forma, os investigadores esperam reunir novas informações, fortalecer as apurações e identificar outros casos que possam estar relacionados à atuação do suspeito.
(A estudante de jornalismo Bruna Reis é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias.)





