Cidades

IA ajuda Polícia Civil a identificar e prender suspeitos de homicídio em Goiânia

Tecnologia orientou buscas, acelerou diligências e levou à prisão de dois investigados

A Polícia Civil de Goiás utilizou inteligência artificial para identificar e prender dois suspeitos de homicídio em Goiânia. As equipes aplicaram ferramentas tecnológicas de análise e cruzamento de dados para direcionar buscas e localizar tanto os investigados quanto o corpo da vítima. A estratégia elevou a precisão das apurações e reduziu o tempo de resposta da investigação.

A corporação contou com o programa IA Contra o Crime, vinculado à Secretaria de Segurança Pública de Goiás. Os recursos auxiliaram na triagem de informações, no cruzamento de vestígios e na identificação de elementos relevantes ao inquérito, o que fortaleceu a atuação integrada das equipes. Segundo o subsecretário Gustavo Carlos Ferreira, a tecnologia qualifica a tomada de decisões sem substituir o trabalho policial, ampliando a eficiência na proteção da sociedade.

Desaparecimento evolui para homicídio

O caso começou com o desaparecimento de Nilson Evangelista Gonçalves, de 54 anos, funcionário de uma pamonharia, em 7 de fevereiro de 2026. Inicialmente tratado como desaparecimento voluntário, o registro evoluiu para homicídio com ocultação de cadáver e seguiu para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios. A IA permitiu descartar veículos suspeitos, identificar o automóvel usado no crime e monitorar os investigados. A polícia prendeu o primeiro suspeito no sábado (14) e capturou o segundo nesta semana, em Goianira. As diligências também levaram ao corpo da vítima, enterrado em uma área de mata na capital.

O delegado Danilo Wendel afirmou que o suporte tecnológico deu celeridade às apurações e reforçou a produção de elementos técnicos. Testemunhas relataram ameaças e tentativas de ocultação de imagens, enquanto a perícia no veículo apreendido coletou material genético, vestígios biológicos e impressões digitais que embasaram o inquérito.

O uso de inteligência artificial em investigações se expande pelo país. Em paralelo, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública publicou portaria que regulamenta o uso dessas soluções, definindo parâmetros para órgãos federais e entes que utilizem recursos de fundos nacionais de segurança.

(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)

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