Queimadas já causaram prejuízo de R$ 710 milhões em Goiás
Condições de seca favorecem propagação do fogo e aumentam risco de prejuízos no campo
A estiagem aumenta o risco de queimadas em Goiás e ameaça áreas produtivas, propriedades rurais e vegetação nativa. Com o tempo seco, a baixa umidade, o calor e os ventos, pequenos focos podem se espalhar rapidamente. Segundo o Instituto Mauro Borges, as queimadas causaram um prejuízo estimado em R$ 710 milhões à economia goiana entre janeiro e agosto de 2024.
Além disso, o fogo atingiu 448.956 hectares em Goiás ao longo de 2024, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Mais da metade da área queimada estava ligada a atividades agropecuárias. Diante desse cenário, a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (AEAGO) orienta produtores a priorizar a prevenção e evitar o uso do fogo.
Prevenção ajuda a reduzir prejuízos no campo
O incêndio pode destruir lavouras, pastagens, cercas, máquinas e sistemas de irrigação. Além disso, a recuperação pode exigir novos investimentos depois que as chamas acabam. Em 2024, as perdas na produção agrícola chegaram a R$ 181,71 milhões entre o fim de julho e setembro, considerando sete culturas afetadas.
Por isso, a AEAGO recomenda manter aceiros, acompanhar as condições do tempo e orientar trabalhadores. Quando a legislação permitir o uso controlado do fogo, o produtor deve seguir as regras ambientais e buscar acompanhamento técnico. A entidade também alerta que a prevenção protege não apenas a produção e o patrimônio rural, mas também o Cerrado e a qualidade do ar.






