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Investimento em nova estrutura de drenagem deve trazer mais segurança à Marginal Botafogo e à Jamel Cecílio

Obra de R$ 40 milhões na Marginal Botafogo terá reservatório subterrâneo, nova drenagem e controle da água durante chuvas fortes

A Prefeitura de Goiânia vai construir um reservatório subterrâneo de 100 milhões de litros na região da Marginal Botafogo. A obra busca reduzir em 50% o volume de água que chega ao Complexo Viário Jamel Cecílio durante chuvas fortes.

A gestão municipal prevê investimento de R$ 40 milhões na intervenção. O projeto inclui nova rede de microdrenagem, grelhas metálicas de captação e ampliação da capacidade hidráulica do sistema.

Com isso, a prefeitura pretende diminuir alagamentos, evitar interdições e aumentar a segurança de motoristas, motociclistas e pedestres. A região da Jamel Cecílio costuma registrar transtornos em dias de chuva intensa.

A estrutura será implantada na Bacia do Córrego Botafogo, entre a Rua Nonato Mota e a Avenida 2ª Radial. A administração municipal quer concluir a obra antes do próximo período chuvoso.

Estrutura vai controlar o volume de água durante temporais

Na prática, o reservatório vai funcionar como uma grande área de contenção. Em dias normais, o Córrego Botafogo continuará seguindo seu fluxo natural.

No entanto, durante tempestades, o sistema desviará parte da água para a estrutura subterrânea. Dessa forma, o reservatório vai segurar o excesso antes que ele avance para pontos críticos da cidade.

Depois disso, a água será liberada de maneira controlada. A medida deve reduzir a pressão sobre galerias pluviais, córregos e vias urbanas.

Segundo o prefeito Sandro Mabel, a primeira estrutura terá capacidade para receber 100 milhões de litros. “Ela vai acumulando lá 100 milhões de litros, são muitos litros, e a vazão que ela tem é a vazão calculada que o córrego aguenta”, explicou durante coletiva.

Goiânia terá três reservatórios contra alagamentos

Além da obra na Marginal Botafogo, a prefeitura planeja construir outras duas estruturas semelhantes. Juntas, elas poderão armazenar até 300 milhões de litros de água.

Uma das novas bacias deve ficar na região do Complexo Mauro Borges, com capacidade estimada de 150 milhões de litros. A outra está prevista para o Areião, com cerca de 50 milhões de litros.

Ainda assim, a primeira intervenção será feita na Marginal Botafogo. A escolha ocorre porque a estrutura terá impacto direto na Jamel Cecílio, uma das áreas mais críticas da capital.

O projeto une soluções de macrodrenagem e microdrenagem. Ou seja, a obra vai reter grandes volumes de água e melhorar a captação nas ruas.

Nova drenagem deve melhorar a mobilidade na região

A parte de microdrenagem terá novas tubulações, galerias pluviais, bocas de lobo e grelhas metálicas. Esses equipamentos vão retirar a água do asfalto com mais rapidez.

Enquanto isso, a macrodrenagem vai controlar os picos de vazão durante chuvas intensas. Essa combinação deve tornar o sistema mais eficiente em períodos críticos.

A Avenida Jamel Cecílio é um dos principais corredores de tráfego de Goiânia. Por isso, qualquer bloqueio afeta diretamente motoristas, comércios e serviços da região.

Com a intervenção, a prefeitura busca reduzir alagamentos, proteger vidas e melhorar o deslocamento na capital. A obra também dá uma resposta estrutural a um problema antigo de Goiânia.

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(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Vinicius Lima.)



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