Cidades

Irmãs são condenadas a mais de 50 anos por assassinato de cartorário em Goiás

A Justiça condenou duas irmãs pelo assassinato do cartorário Luiz Fernando Alves Chaves, crime ocorrido em 2021, no município de Rubiataba. O Tribunal do Júri proferiu a sentença na noite do último dia 27 de março, após um julgamento que se estendeu até as 23h.

As acusadas, Aleyna Martins de Carvalho e Alyssa Martins de Carvalho Chaves, receberam penas de 24 anos, 11 meses e 27 dias e 30 anos de prisão, respectivamente. Ambas iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.

Segundo o Ministério Público de Goiás, o crime teve motivação financeira e pessoal. Alyssa, esposa da vítima, mantinha um relacionamento extraconjugal que gerava conflitos. Diante disso, ela e a irmã passaram a planejar o homicídio. Em seguida, as duas contrataram um intermediador, oferecendo R$ 100 mil para organizar a execução.

Crime premeditado e executado com violência

De acordo com a investigação, os executores invadiram a residência da vítima enquanto ela participava de uma videoaula. Na sequência, renderam Luiz Fernando, amarraram-no e o colocaram no próprio veículo. Logo depois, levaram o cartorário até um canavial, onde efetuaram 17 disparos de arma de fogo.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime. Além disso, os jurados acolheram a tese do Ministério Público de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.

Após a condenação, a Justiça determinou a manutenção da prisão das irmãs, que seguem custodiadas na Penitenciária Feminina Consuelo Nasser.

Caso teve sete condenados ao todo

Com a decisão, o Judiciário encerra o ciclo de julgamentos relacionados ao caso. Ao todo, sete pessoas estão condenadas pela participação no crime. Entre elas, o homem apontado como articulador da execução recebeu pena superior a 31 anos de prisão. Outros envolvidos, incluindo executores e coautores, também seraõ responsabilizados em julgamentos anteriores, com penas que ultrapassam 40 anos.

Por fim, a defesa das condenadas não foi localizada até o momento para comentar a decisão

(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)

Artigos relacionados

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo