Menina guardou DNA para denunciar abuso do tio após ser desacreditada pela família em Anápolis
Vítima, hoje com 18 anos, guardou peça de roupa com material genético por cinco anos; suspeito foi preso nesta segunda-feira (30).
Uma demonstração de inteligência e resiliência marcou a prisão de um homem de 43 anos nesta segunda-feira (30), em Anápolis. Ele é acusado de estupro de vulnerável contra a própria sobrinha. A vítima, hoje maior de idade, precisou agir de forma estratégica para provar o crime, já que, na época dos abusos, não recebeu apoio de seus familiares.
Os abusos teriam começado quando a menina tinha apenas 12 anos. Ao tentar relatar o ocorrido para parentes próximos na ocasião, a adolescente foi silenciada e desacreditada, sob a justificativa de que o tio era uma “pessoa de bem” e que ela estaria “inventando histórias”.
A jovem guardou, durante cinco anos, uma peça de roupa contendo material genético (DNA) do agressor como “prova de reserva”.
O material genético foi enviado para o Laboratório de Biologia e Genética Forense da Polícia Científica. O laudo confirmou a presença do DNA do tio na vestimenta da sobrinha, tornando a prova irrefutável e derrubando qualquer argumento de defesa baseado na negativa de autoria.
Com o mandado de prisão preventiva em mãos, os agentes localizaram o suspeito em seu local de trabalho. Ele não ofereceu resistência, mas permaneceu em silêncio durante o depoimento. O homem responderá pelo crime de estupro de vulnerável, cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão, com agravante pelo parentesco com a vítima.
O Conselho Tutelar e órgãos de proteção à mulher em Anápolis estão acompanhando a jovem, que agora recebe suporte psicológico para lidar com os traumas do passado e o recente processo de exposição familiar.






