Cidades

Justiça condena seis homens por emboscada contra facção rival em Porangatu

Grupo usou adolescente para atrair vítima e planejou ataque com arma de uso restrito; penas ultrapassam 15 anos de prisão

O Tribunal do Júri de Porangatu condenou seis homens por organizarem uma emboscada para tentar matar um integrante de uma facção criminosa rival. As penas ultrapassam 15 anos de prisão, e os condenados deverão cumpri-las, em sua maioria, em regime fechado.

De acordo com denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás, o grupo planejou o crime de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os envolvidos. As investigações apontam que os condenados integram a facção Amigos do Estado (ADE), que teria ligação com o Primeiro Comando da Capital. A associação da vítima a um grupo rival motivou o ataque.

Execução do crime

Para executar o plano, os acusados utilizaram um adolescente para atrair a vítima com o pretexto de quitar uma dívida pela compra de um celular. Ao chegar ao local combinado, o homem recebeu disparos de arma de fogo que o surpreenderam.

Segundo o processo, um dos condenados, Fabrício Barbosa Carvalho, efetuou os tiros com uma pistola calibre .40, de uso restrito. Mesmo ferido no flanco e no antebraço, com fratura, a vítima conseguiu fugir.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu que a disputa entre facções motivou o crime e que os autores o praticaram com emboscada e dissimulação. A Justiça condenou Fabrício Barbosa Carvalho, Paulo Henrique Rodrigues do Nascimento, Victor Gabriel Lino da Silva, Tiago Alves de Aviz e Jânio Gabriel do Carmo da Silva Moura por tentativa de homicídio qualificado, organização criminosa e corrupção de menor.

Fabrício recebeu a maior pena, de 15 anos e 8 meses de prisão. A Justiça condenou Victor a 15 anos e 2 meses, Paulo a 14 anos e 8 meses, Tiago a 14 anos e 6 meses e Jânio a 14 anos. Todos iniciarão o cumprimento da pena em regime fechado.

A Justiça condenou outro réu, Thiago Panta Teles, por organização criminosa e posse irregular de arma de fogo com numeração raspada. Ele recebeu pena de 7 anos de prisão, em regime semiaberto, e poderá recorrer em liberdade.

(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)

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