Na última quarta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo estuda as possibilidades de um novo programa nacional. Nomeado como “Telefone Seguro”, ele tem como objetivo combater o roubo de celulares e devolver os aparelhos aos seus respectivos donos.
Além disso, o sistema enviará avisos diretamente às telas dos aparelhos cadastrados como roubados ou furtados, informando ao portador a necessidade de devolução.
Nesse contexto, os locais de entrega estarão espalhados pelos respectivos territórios, como agências dos Correios, mas não incluirão delegacias. A intenção é não intimidar quem possa ter adquirido o produto sem saber sua origem.
Segundo Lula, o país possui 2,5 milhões de celulares cadastrados com endereço e identificação. A proposta prevê o envio de avisos simultâneos a todos os usuários. “Precisa devolver porque ele pode estar cometendo um delito e, se ele for pego, pode sofrer uma punição desnecessária”, destacou o presidente.
Por outro lado, a iniciativa amplia o programa Celular Seguro, já em vigor desde dezembro de 2023, que permite o bloqueio de linhas telefônicas, aparelhos e aplicativos após a identificação de roubo ou furto. Dessa forma, essa nova etapa prevê apenas o bloqueio do dispositivo, com aviso para devolução antes da aplicação de medidas punitivas.
A medida se espelha no programa “Meu Celular de Volta”, do Piauí, que, segundo a Secretaria de Segurança Pública do estado, contribuiu para uma redução de 53% nos roubos de celulares entre 2022 e 2025. O responsável pelo programa foi Chico Lucas, que hoje atua como secretário nacional de Segurança Pública.
(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Gabriel Maia)






