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Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente em eventual segundo turno, diz pesquisa

Levantamento BTG/Nexus mostra queda na diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno e aponta divisão na avaliação do governo federal

Na última segunda-feira (29), a pesquisa BTG/Nexus mostrou que a disputa pela Presidência da República ficou mais apertada em um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 44%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

Na rodada anterior, divulgada no início de junho, Lula tinha 49% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. Assim, a vantagem do presidente diminuiu às vésperas do início do período de defeso eleitoral.

Aprovação do governo

Os números mostram ainda que a aprovação e a desaprovação do governo Lula estão empatadas em 48%. Além disso, os entrevistados responderam sobre o que motiva a escolha do voto.

Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 31% afirmaram que pretendem votar no senador principalmente para impedir a reeleição de Lula. Por outro lado, entre os apoiadores do presidente, 16% disseram que a escolha busca evitar o retorno da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

Contexto político

A divulgação da pesquisa ocorreu em meio à repercussão de fatos recentes envolvendo governo e oposição. Entre eles está a nona fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, ex-governador da Bahia e ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff.

A investigação apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro relacionadas à atuação do parlamentar em favor do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. No entanto, a defesa de Wagner nega as acusações.

Do lado da oposição, também ganharam repercussão os vídeos publicados pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Nas gravações, ela relata divergências com integrantes da família Bolsonaro e atribui o conflito a disputas internas do PL no Ceará. Segundo Michelle, o impasse envolve a defesa da pré-candidatura da vereadora Priscila Costa ao Senado e críticas a uma possível aproximação do partido com Ciro Gomes.

(O jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias, orienta o estudante de jornalismo Gabriel Maia)

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