Cidades

Maquiador de famosos vira suspeito de desviar quase R$ 300 mil de salão de beleza em Goiânia

Polícia Civil investiga se retiradas configuram apropriação indébita, exercício arbitrário das próprias razões ou apenas conflito societário

A Polícia Civil investiga um maquiador de famosos suspeito de desviar quase R$ 300 mil de um salão de beleza em Goiânia. A apuração teve início após a antiga sócia do profissional relatar à polícia transferências financeiras irregulares realizadas enquanto os dois mantinham uma sociedade empresarial.

O caso integra a Operação Beleza Sem Filtro, que cumpriu, nesta quinta-feira (12), mandados de busca e apreensão contra o maquiador e uma ex-funcionária do salão, apontada como possível colaboradora nos desvios. Até o momento, a polícia não divulgou os nomes dos investigados e, por isso, não obteve manifestação da defesa.

De acordo com o delegado Fernando Alves, responsável pela investigação, as transferências suspeitas ocorreram no primeiro semestre de 2025. Na época, o maquiador e a então sócia dividiam os lucros do negócio igualmente. Posteriormente, eles encerraram a sociedade, e o profissional abriu um novo salão em outro endereço, enquanto a ex-sócia permaneceu à frente do estabelecimento original.

Polícia apura se retiradas configuram crime ou disputa societária

Segundo a Polícia Civil, a antiga sócia alegou ter sofrido prejuízo financeiro após a dissolução da parceria. Já o maquiador afirmou em depoimento que realizou retiradas de valores enquanto prestava serviços no salão, mas sustentou que as quantias seriam referentes a valores que ele teria a receber de outro estabelecimento.

Diante dessa versão, a polícia passou a investigar se o caso configura exercício arbitrário das próprias razões, apropriação indébita no exercício da profissão ou se se trata de um fato atípico, sem caracterização criminal. “É preciso entender se isso caracteriza um exercício arbitrário das próprias razões ou se há um crime mais grave, como a apropriação indébita, ou ainda se o fato não é criminoso”, explicou o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam dispositivos eletrônicos utilizados nas transações bancárias suspeitas. Os equipamentos passarão por perícia técnica para aprofundar a análise financeira. Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia efetuado prisões relacionadas ao caso.

Segundo o delegado, as diligências buscam esclarecer se o episódio se limita a um conflito de natureza civil entre ex-sócios ou se há elementos que sustentem a prática de crime. A investigação segue em andamento.

(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)

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