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Meses antes de ser morta, corretora acionou a Justiça por ataques virtuais em Caldas Novas

Meses antes de ser assassinada, a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, chegou a recorrer à Justiça após relatar ataques. Em abril do ano passado, ela ingressou com uma ação por danos morais contra Maicon Douglas de Oliveira, preso nesta quarta-feira (28) e suspeito de envolvimento no crime. Maicon é filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou o homicídio.

Ação judicial antecedeu o crime

O processo foi protocolado em 30 de abril e tramita no 2º Juizado Especial Cível de Caldas Novas. Na ação, Daiane pediu indenização de R$ 30.360 e afirmou que recebeu ofensas constantes nas redes sociais, atribuídas a Maicon. Segundo a petição, os ataques comprometeram sua imagem e reputação, e vídeos e capturas de tela anexados como prova.

Paralelamente, a Justiça de Goiás manteve as prisões preventivas de Cléber Rosa de Oliveira e de seu filho, Maycon Douglas Souza de Oliveira. A decisão tomada durante audiências de custódia realizadas nesta quinta-feira (29), na 1ª Vara Criminal da comarca. Ambos seguem presos sob suspeita de participação no assassinato da corretora.

Cléber, de 49 anos, acabou sendo preso na quarta (28) e confessou que matou Daiane após discussão no subsolo do prédio onde no dia 17/12/2025. Ele levou os policiais até uma área de mata, onde o corpo da vítima estava em avançado estado de decomposição, e que agiu sozinho.

A investigação aponta ainda que Daiane desapareceu após descer ao subsolo para verificar uma queda de energia em seu apartamento. As câmeras de segurança registrou sua descida ao local, mas não mostrou a vítima deixando o prédio. Diante das contradições começou tratado como homicídio, resultando nas prisões.

(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)

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