MPGO denuncia 57 por integrar facção ligada ao PCC que lavou mais de R$ 14 milhões em Goiás
O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou 57 pessoas por integrarem a facção criminosa Amigos do Estado (ADE), ligada ao PCC, acusada de atuar no tráfico de drogas e em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 14 milhões no estado. A denúncia, apresentada pelo promotor Juan Borges de Abreu, resulta das investigações da Operação Corrosão.
Segundo o MPGO, a organização possuía estrutura hierarquizada. Pedro Henrique Pascoal dos Santos, o “Maresia”, comandava a distribuição de drogas em Goiás e coordenava a lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. Enquanto Nilsomar Danilo Gomes, o “Tenebroso”, atuava no sistema prisional articulando negociações e repasses.
Além disso, a investigação identificou um núcleo financeiro responsável por mais de 3 mil transações entre 2023 e 2024. Empresas de fachada usadas para ocultar valores ilícitos, incluindo uma que movimentou mais de R$ 25 milhões em apenas dois meses. Com a utilização de documentos forjados para encobrir os verdadeiros responsáveis.
Durante as apurações, as forças de segurança apreenderam grandes quantidades de drogas e dinheiro. Em um flagrante, com recolhimento mais de 14 quilos de cocaína e 20 quilos de maconha. Também houve apreensão de R$ 234 mil em espécie, valor apontado como proveniente do tráfico.
A principal operadora financeira da facção teve a prisão efetuada pela Interpol em Portugal e deportada para o Brasil. Diante das provas, o MPGO pediu a manutenção das prisões, novas detenções, o sequestro de bens e a condenação dos acusados. Além de indenização mínima de R$ 100 milhões por danos morais coletivos.
(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)






