Mulher não resiste após agressões e caso passa a ser investigado como feminicídio em Goiás
A morte de Andreia Beltrão da Silva, de 45 anos, transformou um caso grave de agressão em mais uma investigação de feminicídio no interior de Goiás. A vítima morreu na madrugada desta quinta-feira (23), no Hospital Municipal de Corumbaíba, após passar cinco dias internada em estado grave em decorrência das lesões sofridas.
O crime ocorreu na madrugada do dia 18, no município de Campinaçu. Na ocasião, Andreia retornava de uma festa com o companheiro, Cleyton Cardoso Machado, de 41 anos, quando os dois iniciaram uma discussão dentro do veículo. Segundo a Polícia Civil, o homem apresentava sinais de embriaguez e passou a acusar a vítima de traição.
Em seguida, o suspeito parou a caminhonete, retirou Andreia à força e iniciou uma série de agressões. Ele desferiu socos, chutes e chegou a morder a vítima, intensificando a violência. Durante o ataque, Andreia tentou se defender e, em um momento de desespero, jogou areia nos olhos do agressor para conseguir escapar.
Além disso, conforme o registro policial, o homem estava armado com uma espingarda e chegou a efetuar dois disparos, enquanto fazia ameaças de morte. Após as agressões, ele deixou a vítima na entrada da fazenda onde trabalhavam e acionou o socorro. A equipe médica atendeu Andreia inicialmente em Campinaçu e, em seguida, a transferiu para Corumbaíba, onde ela não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, as forças de segurança iniciaram buscas intensas pelo suspeito, que fugiu em uma caminhonete. As diligências se estenderam por cidades da região, como Minaçu, Porangatu, Uruaçu e Caldas Novas, com apoio de equipes especializadas, incluindo a Patrulha Maria da Penha. O caso segue sob investigação.
(A estudante de jornalismo Renata Ferraz é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Noticias)






