Operação prende três suspeitos de integrar esquema milionário de desvio de retroescavadeiras em Goiás, Bahia e DF
Polícia Civil investiga grupo que usava contratos falsos, empresas de fachada e perfis em redes sociais para aplicar golpes na locação de máquinas pesadas
A Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de integrar um grupo especializado no desvio de retroescavadeiras, veículos e maquinários pesados durante a Operação Sem Sinal, realizada na quarta-feira (10/6) em Goiás, na Bahia e no Distrito Federal. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 5 milhões.
A corporação apura um esquema milionário que envolve crimes de estelionato, receptação e lavagem de dinheiro por meio da locação fraudulenta de veículos e equipamentos de alto valor.
Segundo as investigações, o grupo mantinha uma estrutura organizada para aplicar golpes no setor de locação de frotas e máquinas pesadas. Os suspeitos utilizavam empresas de fachada, realizavam negociações à distância e criavam perfis falsos em redes sociais para transmitir credibilidade às vítimas.
Os investigados formalizavam contratos de locação e efetuavam o pagamento inicial para obter a posse legal dos bens. Poucos dias após receberem os veículos e maquinários, eles removiam ou inutilizavam os rastreadores, interrompiam os pagamentos e desapareciam sem manter contato com as empresas locadoras.
Desaparecimento de retroescavadeira revelou esquema
A investigação começou após uma empresa denunciar o desaparecimento de uma retroescavadeira avaliada em centenas de milhares de reais. O equipamento teve o sinal de rastreamento interrompido logo após ser entregue aos supostos clientes.
A partir da denúncia, equipes da DERCR identificaram indícios de que o grupo já havia aplicado golpes semelhantes envolvendo outros veículos e maquinários pesados. De acordo com a polícia, os prejuízos acumulados pelas vítimas chegam a valores milionários.
Durante as apurações, os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas. O grupo utilizava contas bancárias de terceiros para ocultar a origem dos recursos e movimentar valores obtidos de forma ilícita, prática que pode caracterizar lavagem de dinheiro.
Justiça bloqueia patrimônio e polícia amplia investigação
A Operação Sem Sinal mobilizou equipes para o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nos três estados. O bloqueio patrimonial determinado pela Justiça busca assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados às empresas vítimas e evitar a dilapidação dos bens supostamente adquiridos com recursos oriundos dos crimes.
Agora, a Polícia Civil concentra esforços na análise dos materiais digitais e documentos apreendidos durante a operação. As investigações seguem para identificar outros integrantes do esquema, localizar os veículos e equipamentos e rastrear os possíveis receptadores envolvidos na comercialização das máquinas desviadas.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






