PM de folga salva idoso e cavalo após ataque de pitbull em Rio Verde
Policial do 2º Batalhão conteve o animal e acionou socorro após idoso de 92 anos ser atacado enquanto conduzia carroça
Um policial militar que estava de folga evitou ferimentos ainda mais graves em um idoso de 92 anos após um pitbull atacá-lo em Rio Verde. Identificado como soldado Da Silva, do 2º Batalhão da corporação, o militar passava pelo local quando viu o animal atacar o cavalo que puxava uma carroça conduzida pela vítima e decidiu intervir para conter a situação.
Imagens registradas por câmeras de segurança instaladas em residências próximas mostram o momento em que o cachorro avança contra o cavalo. Ao tentar proteger o animal, o idoso também se torna alvo dos ataques do pitbull.
O policial conseguiu afastar o cão e, ao perceber que o homem apresentava ferimentos, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para prestar socorro.
Responsável pelo pitbull foi localizada
O idoso sofreu diversos ferimentos, principalmente no braço esquerdo. A equipe de socorro prestou os primeiros atendimentos no local e, em seguida, encaminhou o idoso para uma unidade de saúde da região.
Equipes da Polícia Militar de Goiás também foram ao local para prestar apoio ao policial e à vítima. Segundo a corporação, os policiais localizaram a proprietária do cão, que não teve a identidade divulgada, e a conduziram à 8ª Delegacia Regional de Polícia, onde ela prestou depoimento.
O animal permaneceu provisoriamente sob responsabilidade de um familiar da tutora.
Omissão na guarda de animais é crime
Deixar um animal considerado perigoso solto ou sem os cuidados necessários pode trazer consequências jurídicas para o tutor no Brasil. A legislação prevê punições quando a falta de controle representa risco à segurança de outras pessoas.
A chamada omissão de cautela está prevista no artigo 31 da Lei de Contravenções Penais do Brasil. A infração ocorre quando o responsável pelo animal deixa de adotar medidas básicas de segurança e vigilância, permitindo situações que podem colocar terceiros em perigo.
Animal solto
Entre os casos que configuram a contravenção estão situações em que o tutor deixa o animal solto em vias públicas, não utiliza equipamentos de segurança adequados, como guia ou focinheira, mantém o animal em local que facilita fugas ou o entrega aos cuidados de alguém sem condições de controlá-lo.
A legislação também estabelece que a punição pode ocorrer mesmo que o animal não ataque ninguém, já que o simples risco gerado pela falta de controle já é considerado infração.
As penalidades previstas incluem multa ou prisão simples, que pode variar de 10 dias a dois meses. Caso ocorra um ataque, a situação pode se agravar e o tutor poderá responder criminalmente por lesão corporal ou até homicídio culposo, além da obrigação de pagar indenizações por danos morais e despesas médicas da vítima.






