Polícia Civil prende suspeito de usar robô para aplicar golpe do falso advogado em Aparecida de Goiânia
Investigado acessava processos reais na Justiça, criava perfis falsos de advogadas e convencia vítimas a pagar taxas para liberar valores judiciais
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na quinta-feira (12), um homem suspeito de aplicar o chamado “golpe do falso advogado” em Aparecida de Goiânia. De acordo com as investigações, ele utilizava um sistema automatizado, uma espécie de robô, para localizar processos judiciais reais e identificar possíveis vítimas.
Segundo o delegado Humberto Teófilo, responsável pelo caso, o suspeito acessava informações públicas de ações em andamento na Justiça. Com o auxílio do sistema automatizado, ele identificava os nomes das partes envolvidas nos processos e também os escritórios de advocacia responsáveis pelas causas.
Com esses dados, o investigado entrava em contato com as vítimas pelo WhatsApp utilizando perfis falsos configurados com nomes e fotos de advogadas reais. A estratégia consistia em se passar pelo profissional responsável pelo processo para ganhar a confiança das pessoas.
Após o primeiro contato, o suspeito enviava documentos oficiais retirados dos próprios processos, como decisões judiciais e alvarás. Em seguida, informava que havia valores liberados para saque, mas afirmava que seria necessário pagar taxas ou custas processuais para liberar o dinheiro.
Outras vítimas
Durante a operação, os policiais apreenderam quatro celulares e cinco chips telefônicos. Os investigadores também identificaram nove contas ativas no WhatsApp utilizadas no esquema criminoso.
A análise dos aparelhos revelou uma lista extensa de vítimas em diferentes estados do país. Nos celulares, os policiais também encontraram arquivos com nomes de pessoas que seriam os próximos alvos do golpe.
Os investigadores constataram ainda que os chips utilizados nas mensagens estavam registrados em nome de terceiros, estratégia usada para dificultar o rastreamento dos responsáveis.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito mora no Setor Garavelo, em Aparecida de Goiânia, e integra um grupo responsável por aplicar diferentes golpes em vítimas de todo o país. Durante o flagrante, ele confessou o crime e a polícia o autuou por associação criminosa, falsa identidade e porte de droga para consumo pessoal.
As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e ampliar o levantamento de vítimas.
Orientação da polícia
A Polícia Civil orienta que pessoas que recebam mensagens solicitando pagamento para liberar valores judiciais confirmem as informações diretamente com o advogado responsável pelo processo ou com o escritório de advocacia antes de realizar qualquer transferência.
(A estudante de jornalismo Mabily Sangy é orientada pelo jornalista Thyago Humberto, editor do Portal Cerrado Notícias)






